Raquel Martins Ribeiro
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Três anos desde O Pensamento É Um Imã, o grupo Vivendo do Ócio volta a lançar um álbum de músicas inéditas, intitulado Selva Mundo. No disco, Davide Bori, Dieguito Reis, Jajá Cardoso e Luca Bori reúnem toda a experiência adquirida durante os nove anos de estrada.
“Fomos aprendendo não só a entender melhor como funciona nosso som, mas também os caminhos que o meio musical abre para nós. Costumamos ver a banda como um menino de nove anos. Temos muito ainda para aprender”, comentam os músicos.
Com produção de Fernando Sanchez e Curumin, o novo CD contou com a ajuda dos fãs, que contribuiram a partir de um financiamento coletivo. “O apoio do público foi a peça-chave para que tudo fosse possível”, dizem os integrantes, que fazem questão de ressaltar que Selva Mundo foi todo construído de maneira colaborativa.
“Nossa sonoridade sempre teve coletividade, mas esse disco tem ainda mais. A começar pelas músicas, que foram feitas em parceria como nossos amigos.”
De acordo com os artistas, as raízes brasileiras, que são influências da banda, estão mais intensificadas nesse álbum “Selva também representa um emaranhado de coisas, e nosso disco reflete muito isso, seja na mistura dos ritmos ou na poesia. Mostra bem tudo o que vivemos”, consideram. Para eles, a parte mais complexa foi selecionar o repertório, principalmente por ser uma banda em que os quatro compõem. “Tínhamos mais de 40 músicas. Nossos amigos sempre frequentam nossa casa, daí surgiram as parcerias”, relembra a banda, que levou para o álbum canções com Pepeu Gomes, Lirinha, Fabio Trummer (Eddie), Martin Mendonça (Pitty), Thiago Guerra (Fresno), Thadeu Meneghini (Vespas Mandarinas), Tiago Mago, Adalberto Rabelo, Igor Bruno e Flaira Ferro.
Recepção
O álbum foi lançado de forma virtual em diversas plataformas, como YouTube, Spotify, Deezer e Itunes. O lançamento fisico só aconteceu em São Paulo. Mas, segundo os baianos, o público aprovou o novo trabalho. “A recepção tem sido melhor do que esperávamos. Ficamos muito surpresos em um dos shows, no festival Banana Progressyva , ao ver a galera com todas as músicas na ponta da língua e cantando alto”, lembra.