“Nunca é tarde para saber onde parou o maquinista deste trem insano que me tirou da pista”. Esses são os versos da agitada faixa Quem me Tirou da Pista, da banda Don Capone. Formada em 2004, em Orleans, extremo sul de Santa Catarina, o grupo batalha há nove anos na estrada pelo reconhecimento do trabalho autoral.
A banda de rock nasceu a partir de uma brincadeira. Sem muita pretensão, Guilherme Farias assumiu os vocais; Douglas Mattos e Fernando Mazon, as guitarras; Rafael Montanha, o baixo; e Wagner Barros, a bateria.
“O início foi precário, a gente não tinha noção do que fazer direito. Queremos mostrar nosso som, gostamos da sensação de estar diante do público”, explica Guilherme Farias.
Álbum

Os rapazes tomaram gosto pela ideia de tocar e resolveram formar o grupo. Ao longo de dois meses, os músicos gravaram o segundo disco, intitulado de Locomotiva. “Fizemos esse disco com muita dedicação. Juntamos uma grana com esforço e deu nisso”, ressalta.
Com repertório autoral, a banda conta que sentiu dificuldades para tocar em casas de shows e aceitação do público no início da sua carreira. “O Brasil tem muitas bandas autorais de qualidade, mas que não são valorizadas. Hoje a galera está mais ligada”, destaca o vocalista.