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Viva

Fugindo do comercial

Arquivo Geral

06/12/2013 9h15

Vazio Coração é o primeiro longa do diretor mineiro Alberto Araújo. Com Murilo Rosa como protagonista, a trama conta a história de Hugo Kari, um cantor que busca resolver um antigo conflito afetivo com o pai, o embaixador Mário Menezes (Othon Bastos).

Após a morte da mãe de Hugo em um acidente aéreo, Mário se afasta do filho e o acusa de usar a dor causada pelo fato para alavancar seu sucesso como cantor. No entanto, Hugo, apaixonado pela família, tenta, a todo custo, reatar as relações com o pai.

Para isso, o cantor dá um tempo em sua agenda de shows e marca um encontro com o pai em um antigo hotel de Araxá, Minas Gerais, onde a família costumava passar férias na infância de Hugo.

O cenário, carregado de lembranças, contribui intensamente na reconstrução do laço entre pai e filho. E as canções da trilha, interpretadas pelo próprio Murilo Rosa, ajudam a compor a carga emocional densa que envolve o drama familiar.

Autoral

Longe de ser um filme comercial, Vazio Coração  vai na contramão do mercado cinematográfico brasileiro, atualmente focado na comédia. Por outro lado, o drama explorado pelo roteiro acaba criando uma atmosfera “água com açúcar”, o que não chega a fazer com que o filme seja uma perda de tempo.

As canções do filme, a sensível atuação de Murilo Rosa e a participação mais que especial de Lima Duarte conseguem segurar o espectador e levá-lo até o desfecho da trama.

Três perguntas para o  diretor de Vazio Coração
 
As cenas iniciais do filme se passam em Brasília. Por que a escolha pela capital?
 
Foi uma espécie de declaração de amor, daquelas que fazemos para antigas namoradas. Nasci em Patrocínio, Minas Gerais, e naquela época, todo mundo ia fazer vestibular em grandes cidades. Eu tentei vestibular em Brasília, mas acabei não passando. A essa altura, era apaixonado pela cidade, mas não tive oportunidade de viver nela. Por isso quis que o embaixador estivesse no Itamaraty.
 
O Brasil está explorando bastante o nicho das comédias escrachadas no cinema, mas você acabou optando pelo drama.

Eu sou poeta, gosto de escrever sobre sentimentos. Não seria a minha cara fazer uma comédia. Eu só posso falar sobre aquilo que conheço e gosto de trabalhar o drama humano. Além disso, não escrevi Vazio Coração para bombar, escrevi porque queria realmente tocar as pessoas.
 
Você é o primeiro diretor radicado em Goiânia a lançar um longa em mais de 40 anos…
Sim. Goiânia não tem uma cultura tão consolidada de longas-metragens como no eixo Rio-São Paulo e Brasília. É legal, porque lá existe um movimento de curtas muito forte e, a partir de Vazio Coração, as pessoas ficaram mais atentas a possibilidade dos longas.

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