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Foco nas obras valoriza evento

Arquivo Geral

04/11/2013 8h43

Se antes as atenções eram todas focadas nas celebridades, que desfilavam em peso no tapete vermelho do Amazonas Film Festival, nesta edição o holofote do evento, que está em seu décimo ano, mudou o foco para as produções em si. O burburinho que se ouve no Teatro Amazonas não é mais sobre atrizes e atores hollywoodianos ou globais. Os primeiros dias da Mostra Competitiva provaram que a aposta feita pela Secretaria de Cultura de Manaus foi acertada. E a cidade  respira cinema com ótimas produções cinematográficas, feitas aqui e lá fora. 

 

O primeiro filme da Mostra Internacional, principal competição do festival, foi o indiano Lunchbox, de Ritesh Batra. O filme é estrelado por Irrfan Khan (As Aventuras de Pi). Seu personagem vive uma história de amor platônica com uma dona de casa que  conheceu por meio de bilhetes deixados em uma marmita. Singelo e despretensioso, o longa, muito bem amarrado, é uma saborosa comédia dramática que traz à tona temas como solidão e nostalgia.

Chavismo

O venezuelano Pelo Malo foi o segundo longa da noite. Com críticas ao sistema chavista como pano de fundo, o filme é um delicado duelo entre mãe e filho, rancor e sensibilidade, angústia e beleza. Foi o mais aplaudido até agora.

 

Ontem, foi a vez da co-produção filipino-inglesa Metro Manila, de Sean Ellis, e de O Futuro, co-produção entre Chile e Itália, de Alicia Scherson. 

 

Com caráter independente, filmes impactantes e bastante autorais, o público agora se prepara para os longas nacionais. O mais esperado é o pernambucano Tatuagem, de Hilton Lacerda, que venceu o Festival de Gramado deste ano. O longa encerra a Mostra Internacional amanhã à noite.

 

» A repórter viajou a convite da organização do festival

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