Camila Maxi
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Sequestro ganhou melhor roteiro e edição no Festival de Cinema de Recife
Com simulações e montagens, o documentário Sequestro, de Wolney Atalla, traça – ao longo de quatro anos – o cotidiano da Divisão Anti Sequestros (DAS) da Polícia Civil de São Paulo. Os casos são os mais diversos: sequestros de pessoas comuns, idosos, homens, mulheres e crianças.
Os créditos iniciais ajudam a dar um embasamento sobre a origem dos primeiros sequestros no País, incluindo os números assustadores de como a prática evoluiu. E critica a opção do governo em prender sequestradores com presos comuns. A produção também ressalta a falsa sensação de segurança que temos, levando o espectador a refletir.
Os depoimentos de quem viveu o trauma de passar dias, semanas e até meses de tensão em cativeiros são comoventes e, muitas vezes, causam arrepios. Diversas ações da DAS são flagradas, incluindo pistas falsas e o encontro com vítimas sem vida. O acesso à negociação de um agente com um criminoso a respeito da soltura de uma vítima é um feito impressionante.
De primeira
Apesar da correria de algumas ações, a fotografia não faz feio. A trilha sonora, por sua vez, é sutil, e acompanha o ritmo de algumas cenas. Muito bem montado e produzido, o documentário é o perfeito retrato de anos de dedicação e trabalho árduo. E isso fica claro no desenrolar do filme.
Com currículo que impressiona, A Vida em Cana, primeiro longa-metragem do diretor Wolney Atalla, de 2011, conquistou 14 prêmios. Vale ressaltar que Sequestro foi o primeiro filme brasileiro a abrir o Festival de Beverly Hills desde sua criação. Por lá, conquistou os prêmios de melhor documentário e diretor.
Saiba mais
O DVD contém cenas extras que matam um pouco da curiosidade sobre o trabalho do esquadrão anti-sequestro.
Tem também o áudio do diretor comentando o documentário.