A animação é uma das revelações do cinema espanhol contemporâneo. A indústria espanhola inicia a criação de suas propostas graças ao ressurgimento dos antigamente denominados “desenhos animados”, enchendo as salas de cinema de pessoas interessadas em histórias que nos transportam ao mundo da fantasia.
Esta vertente do cinema polarizou os pólos de criação, hoje os estúdios se localizam na Catalunha, em Madri, Andaluzia e Galícia, respaldados por grandes produtoras convencidas de que a animação é uma das possibilidades mais férreas do cinema do futuro. Muitos festivais espanhóis de programação generalista, como o Festival de Gijón e o famoso Festival de Málaga, abriram sessões exclusivas para apresentar obras de animação.
Um recorte dessa produção pode ser conferido no Festival de Animação Espanhola Contemporânea, que o Instituto Cervantes realiza de 29 de janeiro a 1º de fevereiro. A mostra reúne algumas das últimas produções espanholas, oferecendo uma ideia da pluralidade e riqueza desta vertente, com propostas visuais bastante distintas entre si.
O festival começa no dia 29 de Janeiro com uma mostra da mistura entre ilustração e cinema, trazendo duas adaptações dos quadrinhos para a animação. O filme “Chico e Rita” (2010), trabalho do diretor Fernando Trueba e do ilustrador Javier Mariscal, que criam uma história musical ambientada em Havana (Cuba) e Rugas (2011), de Paco Roca.
No dia 30, a película “Arrugas”, de Ignácio Ferrera, estará em exibição no Instituto Cervantes. A animação
conta a história de dois senhores, Emilio e Miguel, que estão reclusos em um asilo. Emilio acabara de chegar à residência em estado inicial de Alzheimer e será ajudado por Miguel e outros companheiros para não terminar no andar superior do asilo, o temido andar dos gravemente enfermos. O plano maluco acaba trazendo momentos divertidos e ternos ao dia-a-dia da residência.
Na última sexta-feira de janeiro (31), os amantes de animação poderão conferir o documentário “Maria e eu” (2010) reúne a convivência e vida do ilustrador Miguel Gallardo e a filha Maria. Este filme mostra as visões do autor em mostra sua história e de explicar o autismo. Esta é a história de uma viagem, e, sobretudo um relato original e cheio de humor, ironia e sinceridade sobre como se convive com uma deficiência.
Por último, a criançada também terá programação no Festival. No dia 1º de Fevereiro, sábado, será exibida uma adaptação livre de “O bosque animado” (2001), como imaginário mágico galego onde convivem distintos personagens que são invisíveis aos olhos depredadores do ser humano e sua louca modernização.
As três exibições dos dias 29, 30 e 31 de Janeiro, sempre às 19 horas, são direcionadas para o público adulto. A película de sábado (1), às 16h30, para as crianças. O festival tem entrada franca.
Serviço
Festival de Animação Espanhola Contemporânea
Dia : 29/01 a 01/02
Data: 29/01 – Quarta-Feira – 19 horas
Chico e Rita: Fernando Trueba, 2010, 90 min.
Classificação Indicativa: 12 anos
Data: 30/01 – Quinta-Feira – 19 horas
Arrugas: Ignácio Ferreira, 2011, 80 min
Classificação Indicativa: Livre
Data: 31/01 – Sexta-Feira – 19 horas
Maria e Yo: Félix Fernandez de Castro, Ibón Olaskoaga, 2010, 76 min
Classificação Indicativa: Livre
Data: 01/02 – Sábado – 16h30
El Bosque Encantado (sentirás sua magia…): Angél de La Cruz y Manolo Gomez, 2001, 82 min.
Classificação Indicativa: Livre
Local: Instituto Cervantes Brasília – 707/907 Sul
Entrada Franca
Informações: 3242-0603
A indústria espanhola inicia a criação de suas propostas graças ao ressurgimento dos antigamente denominados “desenhos animados”, enchendo as salas de cinema de pessoas interessadas em histórias que nos transportam ao mundo da fantasia. Esta vertente do cinema polarizou os pólos de criação, hoje os estúdios se localizam na Catalunha, em Madri, Andaluzia e Galícia, respaldados por grandes produtoras convencidas de que a animação é uma das possibilidades mais férreas do cinema do futuro. Muitos festivais espanhóis de programação generalista, como o Festival de Gijón e o famoso Festival de Málaga, abriram sessões exclusivas para apresentar obras de animação. Um recorte dessa produção pode ser conferido no Festival de Animação Espanhola Contemporânea, que o Instituto Cervantes realiza de 29 de janeiro a 1º de fevereiro. A mostra reúne algumas das últimas produções espanholas, oferecendo uma ideia da pluralidade e riqueza desta vertente, com propostas visuais bastante distintas entre si.
conta a história de dois senhores, Emilio e Miguel, que estão reclusos em um asilo. Emilio acabara de chegar à residência em estado inicial de Alzheimer e será ajudado por Miguel e outros companheiros para não terminar no andar superior do asilo, o temido andar dos gravemente enfermos. O plano maluco acaba trazendo momentos divertidos e ternos ao dia-a-dia da residência.