Menu
Exposições

Museu da Imagem e do Som reabre parcialmente em Copacabana após quase 20 anos

A exposição ‘Arquitetura em Cena’ apresenta os bastidores da construção do novo prédio, projetado para integrar-se à paisagem carioca.

Redação Jornal de Brasília

08/05/2026 20h53

0g0a5900

Rovena Rosa/Agência Brasil

O Museu da Imagem e do Som (MIS) do Rio de Janeiro reabriu parcialmente ao público na Avenida Atlântica, em Copacabana, após quase duas décadas de obras e expectativas. A primeira exposição, intitulada ‘Arquitetura em Cena – o MIS Copa antes da Imagem e do Som’, ocupa o térreo e o mezanino do edifício e revela os bastidores da construção do novo museu.

O projeto do MIS começou a ser concebido em 2008, por meio de um concurso internacional de arquitetura promovido pela Fundação Roberto Marinho, com apoio da Secretaria de Cultura do estado. O edifício foi projetado pelo escritório americano Diller Scofidio + Renfro, destacando-se pela integração com a paisagem carioca e o diálogo com o calçadão de Burle Marx. De acordo com Larissa Graça, gerente de patrimônio e cultura da Fundação Roberto Marinho e curadora da mostra ao lado de Ana Paula Pontes, o conceito transforma o calçadão de Copacabana em um ‘boulevard vertical’, com escadas que se convertem em mirante para a praia.

A exposição apresenta maquetes, vídeos, croquis, protótipos e registros da obra, desde a concepção arquitetônica até os desafios técnicos, incluindo a construção de um auditório subterrâneo de 280 lugares, a cerca de 10 metros de profundidade, próximo ao mar. As obras foram divididas em três etapas: a demolição do antigo prédio da Boate Help em 2010; a execução das fundações e estrutura de concreto, concluídas em 2014; e a fase de instalações e acabamentos, interrompida em 2016 devido à crise fiscal do estado e retomada nos últimos anos.

Larissa Graça destacou que a história da construção reflete as dificuldades vividas pelo Rio de Janeiro, incluindo impactos da pandemia. O financiamento envolve recursos públicos e privados, com quase metade dos investimentos provenientes de parcerias, incluindo o Ministério da Cultura via Lei Rouanet. A secretária estadual de Cultura e Economia Criativa, Danielle Barros, descreveu a abertura como um marco simbólico para a retomada do espaço cultural, que abrigará parte de um acervo com mais de 1 milhão de itens, incluindo coleções relacionadas a Augusto Malta, Carmen Miranda e Pixinguinha.

O projeto completo prevê áreas expositivas, restaurante panorâmico, café, loja, espaços educativos, de pesquisa, cinema ao ar livre no terraço e ambientes imersivos dedicados à música, fotografia e cultura carioca. No subsolo, haverá um espaço para as ‘Noites Cariocas’ e a história do funk, enquanto o terraço servirá como mirante. A conclusão total do complexo está prevista para o primeiro trimestre de 2027.

Entre os primeiros visitantes, a professora de arte Marta Azambuja, de 93 anos, expressou entusiasmo com a integração do museu à natureza, algo que considerou único após viagens pelo mundo. Larissa Graça compartilhou que o projeto coincide com sua história pessoal, tendo participado do concurso quando grávida de sua filha, hoje com 16 anos.

Serviço: Exposição ‘Arquitetura em Cena – o MIS Copa antes da Imagem e do Som’, no Museu da Imagem e do Som, Avenida Atlântica, Copacabana, Rio de Janeiro. Visitação mediante agendamento prévio em https://fmis.rj.gov.br/v1/.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado