Em cartaz até fevereiro, no mezanino da Livraria Travessa do Casapark, a exposição Céu tombado, do fotógrafo brasiliense Bruno Stuckert, propõe ao público um exercício de deslocamento do olhar. A série convida a observar Brasília a partir de um ponto de vista pouco habitual: de baixo para cima, destacando o céu como elemento central da experiência urbana.
O título da mostra dialoga com o tombamento do Plano Piloto e amplia a noção de patrimônio ao incluir o céu como parte constitutiva do projeto urbanístico idealizado por Lúcio Costa. Presença constante e marcante na paisagem da capital, ele surge nas fotografias como protagonista, evidenciando o horizonte amplo e a luminosidade intensa que moldam a identidade visual da cidade.
Nas imagens, Stuckert explora as relações entre arquitetura, espaço e percepção, revelando conexões sutis que muitas vezes passam despercebidas no cotidiano. O céu deixa de ser pano de fundo e assume papel ativo na composição, integrando-se à arquitetura e reforçando a singularidade do desenho urbano de Brasília.
Com trajetória iniciada no fotojornalismo, Bruno Stuckert atua hoje no campo da fotografia contemporânea, desenvolvendo projetos autorais que se afastam da narrativa literal. Seus trabalhos mais recentes investigam a construção de realidades por meio de interferências na paisagem e na própria linguagem fotográfica, criando experiências que estimulam a contemplação e o diálogo com o espectador.
De estética minimalista e composições precisas, o fotógrafo aprofunda sua pesquisa sobre a relação entre o indivíduo e o ambiente urbano, especialmente na cidade onde nasceu. Céu tombado reafirma esse olhar sensível e autoral, propondo uma reflexão poética sobre Brasília, o espaço urbano e aquilo que costuma permanecer invisível no dia a dia.
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