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Festival Bocadim: três dias de música e resistência

O público poderá conhecer bandas e artistas novos, e ainda conferir o retorno da Banda Uó, que volta aos palcos após seis anos de hiatus.

Amanda Karolyne

06/09/2024 5h00

Atualizada 05/09/2024 20h20

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Banda Uó – Foto: Divulgação/Rogger Cordeiros

O Festival Bocadim chega a sua décima edição neste fim de semana, celebrando uma década de música e resistência, a partir desta sexta-feira (6/9) até domingo (8/9). Pelo palco, no Eixo Cultural Ibero-Americano, passarão artistas da cena regional e nacional. Com line-up diverso, o festival traz nomes como o grupo brasiliense Ralé Xique e a banda Lamparina de Minas Gerais. 

O público poderá conhecer bandas e artistas novos, e ainda conferir o retorno da Banda Uó, que voltou aos palcos depois de seis anos de hiatus. O integrante Mateus Carrilho expressou a felicidade em reencontrar o público. “O retorno está sendo recompensador, é incrível ver o quanto as pessoas ainda nos amam”, diz ele se referindo ao grupo, que também conta com Davi Sabbag e Mel Gonçalves.

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Banda Uó. – Foto: Divulgação/Rogger Cordeiro

Essa será a primeira vez da banda em um festival brasiliense. “Tocar no Bocadim é a certeza de que progredimos e estamos avançando enquanto comunidade”, afirma Mateus. Para ele, quando há a oportunidade de levar esse show grandioso para um público que abraça os artistas da sua comunidade, ele se torna muito mais relevante.   

Estreia do Ralé Xique nos Festivais 

Esta também será a estreia do grupo Ralé Xique em um festival. Para Ícaro Faria, percussionista e compositor da banda, o festival representa um espaço vital para a música autoral de Brasília. “O Bocadim sempre foi um espaço “pluri” que abriu portas e deu a oportunidade para muita gente boa da cidade se destacar. Agora, chegou a vez do Ralé também. E estamos muito felizes e ansiosos para compartilhar nosso barulho com o público do festival”, afirma.

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Banda Ralé Xique – Foto: Divulgação

Para o Bocadim, o Ralé Xique levará um show com algumas músicas que já foram lançadas e outras composições mais recentes. “Vamos falar pouco e “meter” muita dança e música. Será um show mais acelerado para fazer o suor pingar e o sangue ferver”, garante Ícaro.

Atualmente, a banda está trabalhando no primeiro álbum, intitulado “Você Sabe Com Quem Está Falando?” e com lançamento previsto para o início do próximo ano. A banda é composta pelas vocalistas Alessandra Maraschino e Faby Gonçalves, Ian Farias na bateria, Icaro Faria na percussão, Kiel Martins na guitarra e Victor Hugo Basilio no baixo. Eles  têm planos e o desejo de “invadir” mais palcos, como Icaro brinca, tanto em Brasília como fora dela. “O futuro do Ralé Xique está bem iluminado. Cheio de asè”, vibra o percussionista e compositor.

Cria de Brasília 

A cantora brasiliense Bárbara Silva abre esta edição nesta sexta (6), trazendo músicas de seu álbum “Coisas Vazias Ficam Pra Trás”e novas canções ao vivo. “Estou realizada em participar de um festival tão importante para a cena independente da cidade”, celebra. Para ela, a arte, os cidadãos e a cidade precisam de festivais assim, com essa diversidade, acessibilidade e acolhimento. “Brasília é um mundo de artistas incríveis, musicistas fenomenais, muita preciosidade acontecendo aqui. Vamos valorizar isso”. 

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Bárbara Silva. – Foto: Divulgação/Cadu Andrade

No show, além de cantar músicas de seu álbum “Coisas Vazias Ficam Pra Trás”, lançado em 2023 e que será relançado na versão Deluxe em 20 de setembro, Bárbara também vai cantar “Ao Relento”, o último single deste ano, além de outra surpresa. No palco, ela estará acompanhada de Lucas Tufas, Maranhão, Danilo Cremonez e Alexandre Moreno.

Lamparina: de Minas para o Bocadim

A banda mineira Lamparina chega pela primeira vez ao Bocadim. O guitarrista Stênio Ribeiro destaca a conexão especial com o público brasiliense, que eles sentiram em seu primeiro show na cidade. Para ele, festivais como o Bocadim proporcionam uma troca valiosa entre artistas e público, funcionando como uma verdadeira vitrine para a música autoral.

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Festival Bocadim. – Foto: Divulgação

“É uma troca muito legal que acontece nesses festivais, tanto com o público quanto entre as bandas. Às vezes, alguém vai a um festival para ver determinado artista, mas acaba conhecendo outros e descobre músicas novas também. Muita gente também assiste nosso show e não sabia que conhecia músicas nossas. É um processo interessante”, conta.

O público brasiliense, inclusive, vai ter a oportunidade de conferir o grupo performando os singles inéditos “Besteira Minha” e “De Novo”, que serão tocados pela primeira vez ao vivo. A Lamparina é formada por Marina no vocal, Coto Delamarque na guitarra e vocal, Calvin Delamarque no baixo, Stênio Ribeiro na guitarra, Fabiano Carvalho na percussão e efeitos e Thiago Groove na bateria.

Uma Década de Resistência Musical 

A organizadora do Bocadim, Dayse Hansa, está muito orgulhosa de chegar à décima edição do projeto. “Esse ano, a gente fez uma mescla de artistas que estão começando com outros que estão na estrada há algum tempo, mas não estavam circulando em festivais, e também trouxemos artistas que estão em ascensão, de certa forma”, comentou. A ideia de Dayse, que também é uma das curadoras, é entregar um cardápio variado de gêneros para o público. 

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Festival Bocadim. – Foto: Divulgação

Para Dayse, o desafio ainda é consolidar o Bocadim como um evento essencial na agenda cultural de Brasília, sensibilizando o público para a importância de apoiar novas sonoridades e artistas. Para cada dia de festival, a expectativa é receber, em média, 2 mil pessoas. O festival oferece meia-entrada para ciclistas, usuários de transporte público e caronas solidárias, como incentivo às formas sustentáveis de locomoção até o evento. Para garantir o desconto, é preciso tirar foto comprovando como chegaram até o festival.

10ª Edição do Festival BOCADIM
De sexta-feira (6/9) a domingo (8/9), no Eixo Ibero-americano de Cultura (antiga Funarte). Ingressos aqui. Classificação Indicativa: 16 anos. Informações: @festivalbocadim

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