A programação cultural do 21º Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras se consolida como um dos principais eixos do evento ao reunir 15 atrações que transitam entre música, teatro, cultura popular e manifestações tradicionais. Mais do que entretenimento, a curadoria propõe um mergulho na diversidade cultural brasileira, com apresentações que dialogam com ancestralidade, território, identidade e contemporaneidade.
A partir desta sexta-feira (3), o evento segue até o dia 5, no Pavilhão do Parque da Cidade, em Brasília, reunindo representantes de 21 estados e do Distrito Federal. Além da programação artística, o público pode conferir a exposição e comercialização de cerca de 100 mil peças, participar de oficinas gratuitas e aproveitar espaços de convivência e gastronomia.
“Buscamos fortalecer o Salão como um espaço que integra cultura, economia criativa, sustentabilidade e convivência, ampliando o acesso do público a diferentes expressões artísticas e valorizando os talentos que traduzem a diversidade do país”, afirma a diretora-executiva Leda Simone Alves.
Ao longo dos dias, diferentes linguagens conduzem o público por experiências que valorizam a tradição e a inovação. Na força da palavra e da oralidade, a artista indígena Tupãira Tapuia abre caminhos com uma performance que conecta cordel e ancestralidade, evocando memória, resistência e pertencimento. Ainda nesse universo, Chico de Assis e João Santana apresentam o repente nordestino, enquanto o grupo Mamulengo Lengo Tengo resgata o teatro popular de bonecos, reconhecido como patrimônio cultural brasileiro.
A música ocupa lugar de destaque, com sonoridades que percorrem diversas regiões do país. A moda de viola ganha espaço com Jacarandá & Braúna, enquanto Claudivan Santiago apresenta a força da música sertaneja de raiz. O espetáculo Som de Minas homenageia a tradição mineira, e o grupo Aperto de Mão revisita o chorinho e o samba de raiz com repertório autoral e releituras. Já Maísa Arantes leva ao palco a sonoridade da rabeca e do pife, em diálogo com a cultura popular, enquanto o Boi Jatobá reúne música, dança e teatralidade em uma apresentação marcada por elementos tradicionais.
A programação também abre espaço para sonoridades contemporâneas, com artistas como Rosana Brown e Salomão Di Pádua, que transitam entre jazz, MPB, samba e pop, ampliando o diálogo com diferentes públicos e gerações.
Nas artes cênicas, o teatro e o circo ganham protagonismo com espetáculos voltados para toda a família. A Cia A Excêntrica Família Firula mistura palhaçaria, música e magia em uma experiência interativa. A Companhia Marmotagem & Cia apresenta a palhaça Marmota em um espetáculo que une humor, dança e técnicas circenses. Já a Companhia Cosmonautas Mágicos aposta em uma narrativa poética com elementos do circo e da cultura popular. Fechando esse eixo, o espetáculo “Oráculo da Palhaça”, da artista Fabiola Mujica, combina palhaçaria, malabares e manipulação de objetos, explorando a imaginação e a expressão corporal.
Para o curador cultural Gustavo Vasconcellos, a proposta vai além de uma simples seleção de atrações. “Essa programação foi pensada como uma trilha viva do evento, um percurso sonoro e artístico que acompanha o público, conecta linguagens e valoriza o fazer manual, a memória e a identidade brasileira”, destaca.
Com mais de 500 artesãos participantes, o Salão do Artesanato se afirma como um espaço que articula cultura, economia criativa e impacto social, promovendo geração de renda, valorização de saberes tradicionais e acesso à produção artesanal brasileira.
Serviço
21º Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras
Pavilhão do Parque da Cidade – Brasília (DF)
De 1º a 5 de abril
Horários:
Quarta e quinta: das 16h às 22h
Sexta, sábado e domingo: 11h às 22h
Entrada gratuita
Classificação livre
Instagram: @salaodoartesanatooficial
Site: www.salaodoartesanato.com.br