O grupo Zenga Baque Angola realiza, entre os meses de maio e setembro, uma série de oficinas gratuitas voltadas ao Maracatu de Baque Virado no Distrito Federal. A programação faz parte do projeto Ecos Ancestrais, que propõe um ciclo de formação cultural com foco em práticas musicais, confecção de instrumentos e fortalecimento das tradições do maracatu-nação.
Ao todo, serão seis encontros abertos ao público, conduzidos por integrantes do coletivo e convidados da Nação de Maracatu Leão da Campina, referência na cultura pernambucana. As atividades incluem o aprendizado de instrumentos como alfaia, caixa, gonguê, agbê e ganzá, além de momentos de prática coletiva e discussão sobre a presença do maracatu em cortejos e apresentações.
O projeto busca ampliar o acesso à cultura popular afro-brasileira, incentivar a formação de novos batuqueiros e preservar saberes tradicionais. Também estão previstas ações de confecção e manutenção de instrumentos, com o objetivo de ampliar a participação nas atividades do grupo.
A primeira oficina acontece no dia domingo (17), a partir das 10h, na Casa de Cultura do Guará, com condução de Samia Gomes. O encontro será dedicado ao agbê, instrumento bastante presente em diferentes manifestações da cultura popular. “É um instrumento que chama atenção, feito de uma fruta, fácil de carregar e que pode ser utilizado em diversos ritmos, do samba ao maracatu moderno”, explica a oficineira. No Zenga Baque Angola, o agbê também está associado à força de Exu, orixá ligado à comunicação e à abertura de caminhos.
Além das oficinas, o grupo realiza ensaios abertos aos domingos, no mesmo local. As datas são divulgadas no perfil oficial do coletivo nas redes sociais.
Fundado em 2017, o Zenga Baque Angola surgiu do encontro entre batuqueiros de Brasília e o mestre Hugo Leonardo, da Nação Leão da Campina. Desde então, o grupo mantém uma trajetória de conexão entre o Distrito Federal e Pernambuco, com vínculos culturais e espirituais ligados ao maracatu-nação. O coletivo também recebe orientação da Mametu Nadja Baléginam, do terreiro Kaiangu Kia Ítembu.
O projeto prevê ainda a produção de registros audiovisuais das atividades, que serão divulgados nas redes sociais como forma de ampliar o alcance das ações.
Programação
17 de maio: Oficina de agbê, com Samia Gomes
24 de maio: Oficina de caixa, com Leonardo Balbino
28 de junho: Oficina de gonguê, com Jorge do Pandeiro
16 de agosto: Oficina de alfaia, com Alessandra Rosa
Serviço – Ecos Ancestrais
Quando: maio a setembro
Onde: Casa de Cultura do Guará, QE 25, Guará II
Quanto: gratuito
Inscrições: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeuT9q6cMLueEG1bfiyHKj_3dgE8dZ7Zzw-327BvRXWKZIAyQ/viewform