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Projeto DF-instrumental-FEST oferece 33 shows gratuitos em seis RAs do DF

Entre 16 de maio e 17 de junho, artistas como Bianca Gismonti, Hermeto Pascoal, Satanique Samba Trio, FurmigaDub, Hamilton de Holanda Trio, Paula Zimbres, Esdras Nogueira, Duo Alvenaria e outros passam pelos palcos do projeto

Redação Jornal de Brasília

27/04/2023 16h45

Entre 16 de maio e 17 de junho, as RAs Estrutural, Sobradinho, Gama, Cruzeiro, Taguatinga e Ceilândia serão palcos de um projeto inédito no Distrito Federal. Com apresentações de talentos musicais locais e nacionais, o DF-instrumental-FEST percorre as seis cidades sob a proposta de democratizar o acesso à música instrumental brasileira, ocupando espaços públicos e centros culturais de boa circulação com a apresentação de 33 shows gratuitos.

A tradição instrumental brasiliense atravessa gerações de talentos musicais formados, crescidos ou radicados na cidade. Do rigor da Escola de Música de Brasília à tradição do Clube do Choro, as salas de aula e palcos da música candanga acumulam histórias que fazem do Distrito Federal um território conhecido por exportar talentos do instrumental a outros cantos do país e do mundo. Os espaços de difusão deste estilo de música se concentram no Plano Piloto e adjacências, restando pouca oferta de música instrumental nas demais RAs da cidade, sobretudo as periféricas. 

O projeto DF-i-FEST tem como missão levar apresentações de nomes relevantes do cenário instrumental do DF e nacional para Regiões Administrativas que não costumam acolher este perfil de programação. O público de cada cidade, bem como sua experiência com lazer no território, foram levados em conta para a composição de uma programação diversa em termos de ritmos, estilos e formações artísticas.

A primeira edição do Ciclo 2023 do projeto estreia na terça, dia 16 de maio, no Auditório do IFB da Estrutural, em duas sessões, às 11h e às 19h40. Na apresentação matinal, o duo Umbê, formado pela guitarra de Rodrigo Bezerra e o pandeiro de Larissa Umaytá, apresenta faixas do álbum “De lá do Plano Alto” (2019). Na sequência é a vez do quinteto eletroacústico candango A Engrenagem, formado por Felipe Viegas (teclados), Filipe Togawa (piano), Henrique Alvim (guitarra), Pedro Miranda (contrabaixos) e Renato Galvão (bateria), tocar faixas do EP “Era pra ser relax”, lançado em 2023.

Pablo Fagundes e Marcus Moraes se apresentam na sessão noturna, comprovando a sintonia da gaita e o violão que se acompanham desde 2012. E encerra a programação a apresentação do trio de rock instrumental Horta Project, formado por Rodrigo Vegetal, Lucas Cuesta e Tiago Palma. Antes dos shows, entre os dias 2 a 4 e 8 a 12 de maio, o IFB recebe duas oficinas, de Direção de Palco e Roadie com Kika Carvalho, das 13h às 16h, e de Sonorização e Produção Musical com Débora Zimmer, das 16h às 18h30. 

No dia 20 de maio, é a vez de Sobradinho receber o projeto, com programação das 15h às 18h, apresentada no Parque Jequitibás. A tarde ganha as cores do quarteto feminino Chorodelas, já na abertura. Na sequência, o Duo Má Vontade, formado por Jota Dale nas guitarras e Lupa Marques na bateria, apresenta seu som experimental. Depois é a vez da baixista Paula Zimbres dar show ao lado de Cairo Victor (violão e guitarra) e Renato Galvão (bateria). 

Encerrando a temporada de Sobradinho, o quinteto Satanique Samba Trio apresenta repertório dos mais de 20 anos de carreira, indo do álbum Misantropicália (2004) ao recente EP Cursed Brazilian Beats Vol. 2 (2022). A Satanique é composta pelo baixo de Munha da 7, a bateria de Lupa Marques, os teclados e clarinetes do DJ Beep Dee, o cavaquinho e a guitarra de Jota Dale e o sax e flautas de Chico Oswald. Lançaram em fevereiro deste ano o videoclipe “Lambaphomet” 

No último final de semana de maio, dia 27, o evento se desloca para o SESC do Gama, tendo início às 18h com abertura a cargo do duo Forró Red Light, formado por Geninho Nacanoa e Ramiro Galas para experimentar as sonoridades do forró misturadas a beats e synths eletrônicos. A seguir, Débora Zimmer, compositora trans e PcD de Ceilândia apresenta show de seu álbum solo, Odisseia da Transmigração (2021). 

Posteriormente, toma o palco do projeto a Orquestra Quadrafônica, big band especializada em releituras de clássicos do jazz com formação que reúne DJ/música eletrônica a arranjos de teclado, guitarra, banjo, bateria, baixo, trompete, clarone, sax e sanfona. E pra finalizar, o paraibano DJ e produtor musical FurmigaDub também desembarca no Gama, trazendo a variedade de sons que conduzem seu repertório, definido como fronteira entre a cultura popular nordestina, da ciranda ao baião, e a música eletrônica contemporânea, muito representada pela bass music

Iniciando o mês de junho no Cruzeiro, no dia 3 o projeto desembarca na escola de samba Aruc. Com início das atividades às 16h20, as flautas de Thanise Silva se encontram com o baixo de Lucas Fernandes e a bateria de Caio Fonseca no Trio Aretê, que dá show baseado no EP homônimo do grupo, de 2020. Quem sucede o Aretê é o Duo TiFi, formado por Tico Cruz e Felipe Fiúza, voltado a misturar sons sintéticos à força da percussão orgânica. 

Mais tarde, o violeiro Cacai Nunes ganha o palco do DF-Instrumental-FEST em show solo, e a banda Silivestre, fanfarra especializada em ritmos populares nordestinos, se apresenta em meio ao público. Encerrando a programação no Cruzeiro, o vencedor do Grammy e bandolinista Hamilton de Holanda retorna à capital-natal para lançar o show de seu mais recente álbum, Flying Chicken, lançado em abril. 

O nome do álbum é homônimo a faixa inspirada em Frango Kaos, técnico de som conhecido de Brasília, que acompanha Hamilton desde os anos 1990. Na apresentação em formato trio, o bandolinista é acompanhado Salomão Soares nos teclados e Thiago ‘Big’ Rabello na bateria, músicos presentes também na gravação do álbum, que garantem um show a exemplo do disco, enérgico e pulsante. 

No dia 10 de junho, o festival acontece no SESC Taguatinga Norte, apresentando a partir das 17h30, programação que dá o tom, também, para o encerramento do Festival Taguatinga de Cinema. A pianista e compositora Iara Gomes é a primeira a subir ao palco do evento que, na sequência, recebe o trio instrumental Aiure, apresentando faixas do EP Salta-Fogo (2019) e do trabalho homônimo anterior. O trio é composto por Gabriela Ila (piano), Lucas Pacífico (guitarra) e Renan Magão (bateria). A seguir, o Duo Alvenaria lança o EP Alvenariá!. O grupo explora toadas da música regional contemporânea e resulta da mistura do pífano de Ely Janoville e o pandeiro de Mariano Toniatti.

A noite ganha, ainda, apresentações virtuosas do saxofonista Esdras Nogueira, baluarte do instrumental candango, ao lado de Marcus Moraes (guitarra), Thiago Cunha (bateria) e Rodrigo Balduíno (baixo); e do trio de rock Passo Largo, composto por Marcus Moraes, Thiago Cunha e o baixista Vavá Afiouni, em festa que vai até meia-noite. Esdras apresenta repertório com faixas dos autorais Capivara (2014), Nabarriguda (2016) e o cover Transe (2019), em que interpreta o disco Transa de Caetano Veloso, e o Passo Largo dá show com músicas dos álbuns Nômade (2022), Diversões (2018) e Férias em Nibiru (2016). 

No dia 17 de junho, é a Ceilândia que recebe o encerramento do festival DF-i-FEST, em programação composta por 11 artistas e distribuída em dois palcos que soam a partir das 14h30 no SESC Ceilândia. As apresentações sintetizam a oferta do festival nos cinco finais de semana anteriores, indo dos clássicos acústicos às experimentações eletrônicas. Como atrações principais da noite, o projeto apresenta o músico multi-instrumentista e compositor alagoano Hermeto Pascoal e a pianista e compositora carioca Bianca Gismonti.

Hermeto é um dos mais inventivos compositores brasileiros. Tira som – literalmente – de água e pedra, e em sua obra, de imenso valor para a música brasileira, é possível perceber uma facilidade ao trafegar entre os instrumentos que domina: quase todos. Hermeto Pascoal é acompanhado por grupo formado por André Marques (piano), Fabio Pascoal (percussão), Ajurinã Zwarg (bateria), Itiberê Zwarg (baixo e tuba) e Jota P. (saxes e flautas), parceiros com quem o músico excursiona pelo mundo há anos. 

Bianca Gismonti vem de uma das mais tradicionais famílias da composição brasileira. Filha do aclamado violonista e compositor Egberto Gismonti e da atriz Rejane Medeiros, iniciou os estudos na música aos nove anos, tendo passado a acompanhar seu pai nos palcos a partir dos 15 anos. Tornou-se mais conhecida no duo Gisbranco, criado ao lado da amiga e também pianista Claudia Castelo Branco. A potência dos dois pianos chamou atenção de cantores da MPB e outros colegas fundamentais da música instrumental, o que rendeu parcerias ao duo com Chico César, Mônica Salmaso, Jacques Morelembaum e Naná Vasconcelos. No DF-i-FEST, Bianca apresenta show de formato trio, acompanhada por Julio Falavigna (bateria) e Frank Cólon (percussão).

Além dos headliners, voltam a se apresentar no encerramento do projeto os artistas Paula Zimbres Trio, Satanique Samba Trio, Trio Aretê e Aiure. Figuram, ainda, na programação ceilandense, o trio de música progressiva Protofonia, formado por André Chayb, Janari Coelho e André Gurgel; Duo Palco-céu, um encontro entre a viola caipira de R.C. Ballerini e a viola da gamba de Thiago Ribeiro, que lançou em março deste ano o álbum “A cada passo um passo” e tem programados lançamentos de videoclipes do álbum entre abril e junho; Rênio Quintas, pianista consagrado da cidade que se apresenta na companhia de Marcus Moraes (violão e guitarra), Sebass Nadales (baixo) e Son Andrade (bateria); o jazz experimental do trio Habacatus, formado pelos jovens músicos Mattoso Ribeiro (piano), Arthur Guanaes (contrabaixo) e Hebert Nunes (guitarra); e o quarteto de jazz Gypsy Jazz Club, composto pelos experientes Victor Angeleas (violão tenor e bandolim de 10 cordas), Igor Diniz (contrabaixo acústico), Eduardo Souza (violão manouche) e Pedro Vasconcellos (cavaquinho).

O DF-instrumental-FEST é uma realização da Ilimitada Criação, Hiperespaço e do SESC-DF e conta com patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura do DF. Apenas a edição da Estrutural conta também com patrocínio da Neoenergia Brasília e do Instituto Neoenergia, através da Lei de Incentivo à Cultura do DF. Além da Estrutural, a programação em Sobradinho, no Cruzeiro e na Ceilândia também dispõe de atividades formativas gratuitas para fortalecimento da cadeia produtiva da música instrumental nestas cidades (datas, horários e temas a confirmar).

Serviço – DF-Instrumental-Fest – Ciclo 2023 

Datas e locais: 

16/05 – Estrutural (IFB da Estrutural)

20/05 – Sobradinho (Parque Jequitibás)

27/05 – Gama (Sesc Gama)

03/06 – Cruzeiro (Aruc)

10/06 – Taguatinga (Sesc Taguatinga)

17/06 – Ceilândia (Sesc Ceilândia)

Mais informações: @df_instrumental_Fest

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