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Grande Rio desfila com Virgínia no lugar de Paolla; e Salgueiro fecha dia na Sapucaí

Acadêmicos do Grande Rio leva à avenida enredo sobre o mangue beat e estreia de Virgínia Fonseca como rainha de bateria; campeã será definida na Quarta-Feira de Cinzas

Redação Jornal de Brasília

17/02/2026 16h17

Foto: Instagram/Reprodução

Foto: Instagram/Reprodução

As últimas quatro escolas de samba pisam nesta terça-feira, 17, na Marquês de Sapucaí, fechando os 12 desfiles do Grupo Especial no Rio de Janeiro. Vice-campeã de 2025, a Grande Rio entra no Sambódromo com a estreia da influencer Virgínia Fonseca substituindo a atriz Paolla Oliveira à frente da bateria. Paraíso do Tuiuti e Vila Isabel também se apresentam, antes de o Salgueiro encerrar a última das três noites de apresentação.

A programação prevê que a primeira agremiação entre na avenida às 21h45, enquanto a última deve começar seu desfile entre 2h30 e 3h – e ainda há ingressos à venda. Amanhã a apuração da campeã de 2026 está marcada para esta Quarta-Feira de Cinzas, 18, a partir das 16 horas.

Em seus enredos, as 12 agremiações valorizaram a cultura negra, a memória popular e personagens centrais da vida política e artística do País. A Vila Isabel e Salgueiro prestam homenagens, respectivamente, ao compositor, pintor e sambista Heitor dos Prazeres e à carnavalesca Rosa Magalhães. Já a Grande Rio apresenta o movimento mangue beat, de Pernambuco, enquanto a Paraíso do Tuiuti abre a noite com a santería, falando de vínculos históricos e espirituais entre Cuba, Brasil e a diáspora africana.

O acesso ao Sambódromo ocorre principalmente pela região da Cidade Nova, no centro do Rio. As estações de metrô mais próximas são Praça Onze, a sete minutos de caminhada, e Central do Brasil, a 15 minutos a pé. Para quem chega de trem, a estação Central do Brasil também é a principal referência. Nos dias de desfiles oficiais do Grupo Especial, a abertura dos portões está prevista para as 19h.

Escolas desta terça na Sapucaí

Paraíso do Tuiuti (às 21h45)

Abre a última noite de desfiles, apresentando Lonã Ifá Lukumi, enredo que aborda a Santería, vertente religiosa afro-cubana, explorando os vínculos históricos e espirituais entre Cuba, Brasil e a diáspora africana. O carnavalesco Jack Vasconcelos propõe uma narrativa ritualística, centrada nos orixás e nos saberes ancestrais compartilhados no Atlântico Negro.

Unidos de Vila Isabel (entre 23h20 e 23h30)

Traz na sequência o tema Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um Sambista Sonhou a África, homenagem ao compositor, pintor e sambista Heitor dos Prazeres. Os carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora constroem uma narrativa que funde música, artes plásticas e religiosidade.

Acadêmicos do Grande Rio (entre 0h55 e 1h15)

Vice-campeã em 2025, é a penúltima escola da noite e foca no Nordeste urbano para apresentar A Nação do Mangue, inspirado no movimento mangue beat, surgido no Recife nos anos 1990. A proposta do carnavalesco Antônio Gonzaga joga luz à contracultura, à crítica social e à estética híbrida que marcou o movimento liderado por artistas como Chico Science.

Acadêmicos do Salgueiro (entre 2h30 e 3h)

O Carnaval do Grupo Especial se encerra com a homenagem à carnavalesca Rosa Magalhães, maior campeã da história da Sapucaí, falecida em 2023. Após ficar fora do desfile das campeãs em 2025, a escola celebra o legado artístico, pedagógico e estético de Rosa, com desenvolvimento do carnavalesco Jorge Silveira.

Outros desfiles do Grupo Especial

16 de fevereiro

– Acadêmicos de Niterói

– Imperatriz Leopoldinense

– Portela

– Estação Primeira de Mangueira

17 de fevereiro

– Paraíso do Tuiuti

– Unidos de Vila Isabel

– Acadêmicos do Grande Rio

– Acadêmicos do Salgueiro

Estadão Conteúdo

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