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ExpoMix Brasil reuniu Guilherme & Benuto, Naiara Azevedo e Léo Santana em Brasília

Festival gratuito aconteceu entre sexta-feira (18) até domingo (20), na área externa do Museu Nacional da República, com atrações nacionais, artistas do DF, gastronomia e economia criativa

Aline Teixeira

21/09/2026 5h00

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Foto: Divulgação

Brasília recebeu, entre sexta-feira (18) e domingo (20), a 8ª edição do Festival ExpoMix Brasil. Com entrada gratuita, o evento ocupou a área externa do Museu Nacional da República com três dias de shows, gastronomia, entretenimento e atrações voltadas para diferentes públicos. Entre os nomes que integraram a programação estão Guilherme & Benuto, Naiara Azevedo, Léo Santana, Look ex Tribo da Periferia, Jefferson Moraes e Milsinho.

A abertura, que aconteceu na última sexta-feira (18), foi marcada pelo sertanejo. Guilherme & Benuto foram uma das principais atrações da noite, que também teve apresentações de Surra de Modão, Heverton & Heverson e Amanda Amaral.

Conhecidos pela mistura do sertanejo com diferentes referências musicais, Guilherme & Benuto afirmaram que não pretendem se limitar a um único estilo. A dupla já gravou com nomes de outros gêneros e conta que ainda há ritmos que gostaria de experimentar. “A gente gosta de não se limitar, né? A gente gosta de misturar. A gente já gravou com o pagode, gravou com a galera do Nordeste, Avião, Natanzinho”, conta a dupla. Entre as possibilidades para os próximos trabalhos estão o pagode baiano e o brega, comentaram ao Jornal de Brasília.

“Eu acho que falta um pagode baiano, eu acho que falta um bregão, bem brega mesmo, tipo o Natanzinho Lima, assim, aquele estilo ali. Seria uma boa”, afirmam. Os artistas também citam uma possível parceria com o grupo Greia, com quem dizem estar conversando há algum tempo. “Todos eles vão acontecer”, garantem.

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Foto: Divulgação

Para a dupla, continuar experimentando também está relacionado à própria transformação do público. Depois de anos de carreira e de uma sequência de sucessos, o desafio, segundo eles, continua sendo encontrar novas formas de fazer música sem perder a conexão com quem acompanha o trabalho.

“Eu acho que, na verdade, é a própria música. A paixão pela música é algo que naturalmente vai te empurrando e você não se vê não fazendo música”, explicam. “No meio disso tudo você fala assim: o que eu cantava oito anos atrás? O que eu não cantei ainda?”

A dupla também destacou as mudanças culturais que aconteceram ao longo dos anos e a necessidade de acompanhar essas transformações. “A gente sabe que muda muito. As coisas, em cinco, seis anos, mudam muito, culturalmente falando. Então a gente tenta acompanhar isso. Acho que o artista não pode se limitar e nem se ver limitado em questões como estilo musical.”

A busca por novas possibilidades, no entanto, vem acompanhada de outro desafio: manter uma carreira de longo prazo. “É um desafio”, resumem os artistas, que também citam a importância de cuidar da saúde e do corpo ao longo da trajetória.

Sertanejo raiz e energia no palco

Também responsável pela abertura do festival, o Surra de Modão levou ao ExpoMix uma proposta que aposta na música sertaneja e na formação em trio. Para os integrantes, a própria estrutura do grupo já é um dos diferenciais dentro da nova cena. “Primeiro, com certeza, nós somos um trio. Não é dupla, não é cantor solo. Isso já é diferente por si só”, destacam.

A identidade do grupo, segundo eles, também está na energia apresentada nos shows. “A nossa energia é inconfundível. Isso aí não tem nem o que discutir. A gente bota muita vontade, muita força. A raiz do sertanejo está no Surra de Modão. Alegria sempre, celebraram ao Jornal de Brasília

Para o público brasiliense, a promessa foi de um repertório que percorreu diferentes momentos da música sertaneja. “Como sempre, a gente joga energia lá pra cima, faz todo mundo vibrar com a música sertaneja, relembrando clássicos desde o passado até os atuais da nossa música sertaneja.”

O repertório, segundo o trio, foi pensado para alcançar diferentes gerações. “Repertório diferenciado, show animado e pra todo gosto, de 8 a 80. Vai todo mundo curtir com a gente.”

Look aposta em liberdade na carreira solo

Após nove anos como integrante do Tribo da Periferia, Look vive uma nova etapa profissional e chegou ao ExpoMix Brasil apresentando o trabalho desenvolvido para a carreira solo. Segundo o artista, a nova fase permite explorar sonoridades que antes ficavam de fora de seu trabalho.

“O que eu quero mostrar? Quero mostrar o que eu ficava mais limitado em mostrar. Quero mostrar mais sonoridade, mais harmonia”, explica. Para ele, o novo momento também representa a possibilidade de experimentar e colocar em prática ideias que ficaram guardadas durante a trajetória com o grupo.

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Foto: Divulgação

“Quero mostrar mais sonoridade, uma mistura, mostrar o que mais eu queria fazer. Sabe aquela coisa que você tem dentro, você fala: ‘pô, eu queria fazer isso aqui?’ E tal, ter uma liberdade bacana. É isso que eu estou tentando passar para toda a galera”, afirmou ao JBr.

A música “Vivendo”, que integra essa nova fase, também traz uma referência direta à cultura do som automotivo, movimento bastante presente no Distrito Federal e no Centro-Oeste. A escolha, segundo Look, foi uma forma de homenagear esse público e essa manifestação cultural.

“Como a galera do DF, galera do Centro-Oeste, do Goiás, curte muito o som automotivo, a gente falou: ‘pô, temos que fazer essa homenagem, essa pequena homenagem, em grandiosidade, que é todo esse movimento aí automotivo’”, conta.

A produção foi pensada para dialogar diretamente com a cultura dos carros e dos paredões. “A gente queria fazer uma homenagem ao som automotivo, à galera do carrão mesmo. E a gente falou: ‘pô, bora fazer’. E deu certo, bacana. Já está batendo um milhão aí e vamos pra cima”, comemora o artista.

Naiara celebra 15 anos de carreira com projeto especial

Outra atração da programação do sábado foi Naiara Azevedo. A cantora vive uma fase especial da carreira após transformar uma antiga frustração pessoal em inspiração para celebrar seus 15 anos de trajetória profissional.

Naiara conta que não conseguiu realizar uma festa de 15 anos quando era adolescente e decidiu transformar a marca profissional em uma oportunidade para viver esse momento de outra maneira. O projeto “Naiara 15” reuniu sucessos da carreira, músicas inéditas e participações de artistas que fizeram parte de sua trajetória.

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Foto: Divulgação

“Foi muito especial, porque celebrar 15 anos de carreira… 15 anos é uma data muito especial na vida de uma mulher, né. É como se fosse um rito de passagem”, contou ao Jornal de Brasília.

Para a cantora, a experiência ganhou ainda mais significado por ter sido vivida já na maturidade. “Celebrar esses 15 anos com a maturidade dos trinta e tantos foi melhor ainda, saber o que eu estava fazendo e saborear cada momento dessa conquista, desse momento tão especial que eu vivi naquele palco.”

O projeto também serviu como uma celebração das relações construídas ao longo da carreira. “Celebrando sucessos da minha carreira, músicas inéditas, encontrando amigos de profissão que me ajudaram, somaram muito na minha vida, tanto profissional e pessoal, de alguma forma, em algum momento, nesses 15 anos, foi muito especial.”

A comemoração, no entanto, ainda não chegou ao fim. Segundo Naiara, novos conteúdos relacionados ao projeto ainda serão apresentados ao público. “A gente ainda está em fase de lançamento, tem muita era 15 ainda para ser lançada.”

Encerramento

O domingo (20) encerrou o festival com Léo Santana como uma das principais atrações. A programação também reuniou Jefferson Moraes, Milsinho, Miozin, Leon, SamBrasília e DJ Hey Doc.

Durante os intervalos dos shows, os DJs Taty, Mandykaz e Cavalier comandaram a música, enquanto A Patroa e Marcão ficaram responsáveis pela apresentação do evento nos três dias.

Além da programação musical, o ExpoMix Brasil reuniu espaços de gastronomia, convivência e atividades voltadas a diferentes públicos. A estrutura do festival também movimenta profissionais de áreas como produção cultural, alimentação, segurança, montagem, logística, transporte e prestação de serviços.

À frente da realização está o produtor Emerson Piw, que acompanha a trajetória do festival desde suas diferentes edições. Ao longo dos anos, o ExpoMix passou por diferentes regiões do Distrito Federal e ampliou estrutura, público e programação. Nesta edição, a ocupação da área externa do Museu Nacional da República marca uma nova etapa do projeto.

“Cada edição do ExpoMix foi construída pensando na experiência das pessoas. Chegar à oitava edição, agora no Museu Nacional, com uma programação desse tamanho, mostra o quanto o festival cresceu. Queremos entregar três dias de muita música, diversidade e uma grande experiência para Brasília”, afirmou Emerson Piw.

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