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Eventos

Espetáculo de cores e arte ao ar livre no Eixão

Uma tela em branco e muitas possibilidades para os participantes da oficina Arte no Eixo no neste domingo (23)

Amanda Karolyne

23/06/2024 17h32

Oficina Arte no Eixo. Foto: Amanda Karolyne/Jornal de Brasília

A diversidade da programação cultural do Eixão do Lazer ganhou mais cor neste último domingo (23), com o projeto “Arte no Eixo”, do artista plástico Felipe Bittar. A primeira edição da oficina artística ao ar livre foi realizada na 207 norte. A ideia é levar essa iniciativa para outras regiões do DF. 

O idealizador do projeto, Felipe Bittar, é um artista internacional, que já expôs um quadro no Salão Internacional de Arte Contemporânea – Carrousel du Louvre, em Paris. Para ele, o Arte No Eixo nasceu com o propósito de transformar os domingos no Eixão de Brasília em um verdadeiro espetáculo de cores, criatividade e cultura. 

Felipe explica que a oficina é dividida em duas partes. A primeira é gratuita, focada no processo de criação e como conceber a ideia de uma obra. “Isso pode parecer até meio viagem ou então algo muito simples, mas é muito importante para o início”, explica.  Principalmente para que a pessoa não chegue na frente da tela e tenha aquele ataque de pânico que acontece muito com quem vai pintar, e ao ver a tela em branco, não saber o que fazer. “E como é arte abstrata, a gente trabalha um pouquinho da perda de controle, que é tentar iniciar a obra apesar de não saber como ela vai acabar”, adiciona. 

A segunda parte da oficina é mais prática, a hora de colocar a mão na massa e fazer a pintura em si, depois que a pessoa tem mais noção do que é para ser feito.  E quem não tem contato nenhum com a arte, pode participar também. Para essa parte, quem quer participar precisa fazer uma inscrição no um custo de R$145, para que o material seja providenciado. Felipe afirma que a oficina é para todo mundo, seja para um advogado, um pintor, um tatuador, uma pessoa que trabalha com eventos, etc.

Essa foi a primeira edição do movimento Arte no Eixo. Mas Felipe salienta que inicialmente, a ideia é realizar uma edição mensal com exposição e oficina com vários artistas. “Porque a gente não quer pegar qualquer artista, mas sim, trazer aquele que tenha algo interessante para falar”. A Arte no Eixo tem o objetivo de ser um movimento de ocupação do espaço público e de democratização cultural. “Não só aqui, como pretendemos estar no Eixo Monumental, Esplanada, na Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, e futuramente, queremos levar para Ceilândia, Planaltina, Taguatinga e outros lugares”.

Os temas abordados no curso artístico foram: diálogos sobre arte contemporânea; processo criativo;  e técnicas de pintura abstrata em  acrílica, manuseio de materiais e teoria das cores. 

Atividade lúdica no Eixão 

Além de artista plástico, Felipe também é tatuador, e voltou da Europa há um mês, onde estava tatuando. Foi assim que o hipnoterapeuta Guilherme Alves, 40 anos, o conheceu, depois de fazer algumas tatuagens com o artista antes dele viajar. Guilherme passou a acompanhar os trabalhos dele, e foi um dos participantes da primeira edição da Arte no Eixo. “Eu admiro a arte dele e acho que acaba sendo também algo que dá uma quebra na rotina, vir para cá, sair um pouco do casual”.  

Guilherme Alves e Mariana Maciel no projeto Arte no Eixo. – Foto: Amanda Karolyne/Jornal de Brasília

Guilherme trouxe a esposa Mariana Maciel, 32 anos, terapeuta, para fazer o curso artístico junto com ele. “Meu marido fez essa proposta da gente fazer uma coisa de casal diferente, sair da rotina com uma coisa mais artística e mais leve”. Para Mariana, a ideia era embarcar no processo de uma atividade lúdica, e se divertir sem pressão e expectativas. “O Guilherme ainda falou que se a pintura ficar legal, a gente pode colocar na parede da nossa casa. Mas acho que o intuito é deixar a criatividade aflorar”. 

Quando a parte prática começou, Mariana estava curiosa para ver como os quadros dos dois iam ficar. “Eu estou fazendo movimentos circulares, gosto muito de flores e me inspirei nisso”, contou enquanto pintava. Já Guilherme, não tinha uma ideia específica, resolveu deixar que o pincel fluísse. 

Sophia Cabral pintando um quadro na oficina Arte no Eixo. – Foto: Amanda Karolyne/Jornal de Brasília

A estudante Sophia Cabral, 15 anos, foi a participante mais nova da oficina. Sophia já tem muita afinidade com as telas, e faz pinturas desde pequena. Ela gostou bastante das duas partes do curso. “Consegui ter bastante ideia. Minha expectativa é que meu quadro fique minimamente bom”, afirmou. De primeira, a artista mirim pensou em pintar o céu, mas depois outras coisas mais abstratas surgiram em tela. Ela veio para o projeto com o pai, o artista e tatuador conhecido como Thor. “Eu quero ser como ele também”. 

Saiba mais:
O próximo Arte no Eixo ainda não tem data definida, mas quem ficou interessado pode ficar de olho no Instagram de Felipe para mais informações:
@felipebittar e @art.bittar 

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