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Bafo da Onça celebra 70 anos com desfile em Santa Teresa

O bloco tradicional carioca estreou bateria com mais de 100 ritmistas e reforçou parceria com o Cacique de Ramos no Carnaval de 2026.

Redação Jornal de Brasília

16/02/2026 16h51

Foto: Diana Sandes/Divulgação

Foto: Diana Sandes/Divulgação

O Bafo da Onça comemorou seus 70 anos com um desfile especial nesta segunda-feira de Carnaval (16), ocupando pela primeira vez as ladeiras de Santa Teresa, no Centro do Rio de Janeiro. Fundado em 1956, em um botequim do Catumbi por Sebastião Maria, conhecido como Tião Maria, o bloco é o segundo mais antigo em atividade no Rio, atrás apenas do Cordão da Bola Preta. Há mais de 50 anos, é liderado por Roberto Saldanha, o Capilé.

A mudança para Santa Teresa representa um retorno às origens para os integrantes. “É o quarto ano consecutivo que venho como oncinha do Bafo da Onça. É uma alegria muito grande”, afirmou Rafa Manso, integrante do bloco. Para o presidente Roberto Saldanha, desfilar no bairro tem significado especial: “Isso aqui para mim é um sonho. Eu tô no meu quintal. Eu tô em casa.”

Entre as novidades, o bloco estreou uma bateria com mais de 100 ritmistas, equipada com instrumentos adquiridos por meio de emenda parlamentar. Essa iniciativa faz parte da reconstrução após o incêndio que destruiu a sede histórica em 2020, afetando instrumentos, fantasias e parte do acervo.

Outro destaque foi a parceria com o Cacique de Ramos, que evoluiu de possível rival para aliado. A aproximação começou em 2025, com a roda de samba do Cacique se apresentando na quadra do Bafo durante o evento Mergulho da Onça. “Nós nunca fomos rivais. Nós somos irmãos”, reforçou Saldanha.

Chelen Verlink, Rainha do Bafo da Onça, acompanha o bloco desde os 13 anos e destacou a evolução pessoal junto à agremiação: “Comecei como princesa, com 13 anos. Hoje estou com 27 e no posto de Rainha.”

Foliões como Luana Brito, de 31 anos, de Bangu, celebraram a união entre blocos tradicionais, que deve atrair mais público e fortalecer o carnaval de rua. O desfile reafirma a vocação do Bafo da Onça de ocupar o espaço público como território de encontro, memória e festa.

Com informações da Agência Brasil

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