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Estreias de cinema: Borne de volta à ativa

Arquivo Geral

28/07/2016 7h19

Atualizada 27/07/2016 22h25

Divulgação

Ricardo Calil
Especial para o Jornal de Brasília

Depois de nove anos de hiato na franquia (O Legado Bourne, de 2012, não contou com o personagem de Matt Damon), Jason Bourne chega aos cinemas em clima de “em time que está ganhando não se mexe”.

Não espere novidades estéticas ou temáticas neste quarto filme em relação à trilogia original. Mas pode esperar outra exibição de virtuosismo técnico e domínio narrativo de Paul Greengrass (diretor do segundo e do terceiro episódios).

O cineasta criou um modelo de produção de adrenalina: câmera na mão, cortes rápidos, trilha sonora em crescendo, estilo que emula o documental. Os efeitos colaterais no espectador são evidentes: taquicardia, unhas roídas, pernas balançando freneticamente.

Em seus filmes que dependem mais do drama humano, como Voo United 93 e Capitão Phillips, fica evidente que o modelo virou fórmula.

Já na série Bourne – que não tem a pretensão de ganhar o Oscar de melhor filme, mas quer elevar o gênero de ação a um estado de arte –, funciona que é uma beleza.

Nove anos após os acontecimentos de O Ultimato Bourne (2007), o agente Jason Bourne (Matt Damon, sólido como de hábito na franquia) é encontrado na Grécia por sua antiga parceira, Nicky Parsons (Julia Stiles).

Ela conseguiu acesso a documentos que podem explicar o envolvimento do seu pai no treinamento que o transformou em um assassino amnésico a serviço da CIA.

Traição

Isso desagrada o atual diretor da agência (Tommy Lee Jones) e um agente que se sentiu traído por Bourne (Vincent Cassel). Eles passam a persegui-lo pelo mundo para tentar assassiná-lo antes que novos segredos venham à tona.

Mas Bourne recebe uma ajuda inesperada de uma carreirista chefe de tecnologia da CIA (Alicia Vikander).

Jason Bourne é mais do mesmo. Mas o mesmo, no caso, continua sendo o melhor que o cinema de ação hollywoodiano consegue produzir hoje sem recorrer maciçamente a efeitos especiais.

Terror brasileiro

Finalizado em 2015, O Diabo Mora Aqui foi filmado em apenas 15 dias com o orçamento de R$ 150 mil, voltado exclusivamente para o longa-metragem, uma aposta da equipe que trabalhou sem remuneração, movida pelo amor ao cinema.

A trama retrata a história de quatro jovens que decidem passar uma noite em um casarão colonial e acabam envolvidos em uma luta entre forças ancestrais. Eles se veem em uma batalha por suas vidas, onde não importa quem vença.

O roteiro buscou inspiração em lendas e no folclore brasileiro. O filme estreou no Festival de Cinema Fantástico de Sitges, na Espanha, considerado como um dos mais prestigiados do mundo. Recentemente, estreou no Filmquest, festival realizado nos Estados Unidos, e conquistou o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro.

O filme terror tem direção da dupla Dante Vescio e Rodrigo Gasparini. No elenco, estão Mariana Cortines, Diego Goullart, Clara Verdier, Pedro Carvalho, Pedro Caetano, Felipe Frazão, Sidney Santiago e Ivo Müller.

Sobre amizade entre menino e um gigante

Leonardo Volpato
Especial para o Jornal de Brasília

Estreia hoje nos cinemas do país o longa-metragem da Disney O Bom Gigante Amigo, do diretor Steven Spielberg, baseado no livro de mesmo nome do escritor britânico Roald Dahl, de 1982. No filme, uma órfã chamada Sophie (Ruby Barnhill) é sequestrada por um gigante (Mark Rylance), que a leva para a Terra dos Gigantes, local onde mora.

Em princípio, o sujeito de sete metros de altura, orelhas enormes, olfato apurado e um jeito de falar todo errado causa pavor na menininha de dez anos. Porém, quando ambos chegam ao seu vilarejo, ela descobre que se trata de uma alma bondosa e que necessita de ajuda. Por lá, sobretudo dentro de sua caverna, ele sofre com o bullying e a renegação dos outros gigantes, que são bem maiores e não o tratam com bons olhos por ele se recusar a devorar meninos e meninas.

Em um mundo que mistura fantasia e realidade, a história mostra os planos de BGA, como a jovem chama o novo amigo (abreviação de bom gigante amigo), para se livrar dos maldosos rivais locais e dar uma lição neles.

Confiança

Desengonçado e cativante, o gigante vai ganhando a confiança da menina e o amor dela. Sophie resolve permanecer na Terra dos Gigantes e conhecer a Terra dos Sonhos, local de magia em que o gigante guarda todos os sonhos bons que ele mesmo colhe para mandar às criancinhas no mundo.

Um dos momentos mais divertidos do longa é quando os dois vão a Londres, encontrar-se com a Rainha da Inglaterra (Penelope Wilton). No começo, ela se assusta com aquele ser descomunal. Porém, depois que os deixa entrar em seu palácio, vê que se trata de uma criatura adorável e que tem muita, muita fome.

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