Num total de seis dias de duração, o público que foi ao Cine Brasília teve a oportunidade de conhecer um panorama do audiovisual durante o 46º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Foram exibidos longas e curtas de vários pontos do País. Filmes que despertaram diversos sentimentos: tristeza, alegria e ainda fizeram a plateia pensar.
As sessões das Mostras Competitivas lotaram o espaço que foi aberto depois de quase um ano e meio fechado para a reforma. Cerca de 1,3 mil pessoas compareceram ao Cine Brasília a cada noite.
Resultado favorável
O coordenador do festival, Sérgio Fidalgo, disse ao Jornal de Brasília que o balanço desta edição é “bastante positivo”. “Mesmo com os acidentes de percurso”, diz, em referência ao cancelamento da sessão de Os Pobres Diabos, de Rosemberg Cariry por problemas técnicos. Sobre as premiações, ele comenta que “o resultado foi favorável”. “Os cineastas quiseram passar uma coisa muito particular deles, e isso acaba provocando uma divisão no público”, completa Fidalgo.
Premiados
A diretora Paula Gaitán recebeu o troféu Candango e o prêmio de R$ 250 mil pelo drama Exilados do Vulcão. “Não é um filme tradicional do ponto de vista narrativo. Ele tem pouquíssimos diálogos, mas as atuações são maravilhosas, o design sonoro é muito importante e acho que ele tem uma fluidez, passa rápido”, comentou a cineasta, cujo longa duração de 125 minutos.
O cearense Os Pobres Diabos acabou faturando o prêmio do Júri Popular. O adolescente Pedro Maia ganhou o de melhor ator por Depois da Chuva e o jovem Miguel Arraes, de 14 anos, que protagonizou Todos Esses Dias em que Sou Estrangeiro, faturou o troféu de melhor ator entre os curtas. O prêmio de melhor ator coadjuvante, no entanto, foi póstumo, para o veterano Carlos Reichenbach, de Avanti Popolo.
Mesmo com o bafafá sobre a segmentação nas categorias, que continuou nesta edição, e problemas técnicos devido a mudança na tecnologia de projeção, o que se viu no Cine Brasília foi a exaltação do cinema autoral, com suas verdades e exageros.
Atuações reconhecidas
As atrizes Maeve Jinkings e Nash Laila foram reconhecidas por suas arrebatadoras interpretações em Amor, Plástico e Barulho, levando os prêmios de melhor atriz e atriz coadjuvante. “Há tantas pessoas admiráveis aqui fazendo coisas ainda mais admiráveis. Cada vez que um de nós sobe aqui, subimos com tanta gente no peito. Quero agradecer minha família, que mesmo não entendendo as minhas escolhas, me apoia sempre. E também às pessoas que me ajudaram”, comemorou Maeve, que também está no elenco de O Som ao Redor, filme que vai representar o Brasil na corrida por uma vaga no Oscar.
Premiados
Melhor longa ficção (R$ 250 mil) – Exilados do Vulcão, de Paula Gaitán
Melhor direção (R$ 20 mil) – Michael Wahrmann, por Avanti Popolo
Melhor ator (R$ 10 mil) – Pedro Maia, por Depois da Chuva
Melhor atriz (R$ 10 mil) – Maeve Jinkings, por Amor, Plástico e Barulho
Melhor ator coadjuvante (R$ 5 mil) – Calos Reichenbach, por Avanti Popolo
Melhor atriz coadjuvante (R$ 5 mil) – Nash Laila, por Amor, Plástico e Barulho
Melhor trilha sonora (R$ 10 mil) – por Depois da Chuva
Melhor curta ficção (R$ 20 mil) – Lição de Esqui, de Leonardo Mouramateus e Samuel Brasileiro
Melhor direção (R$ 5 mil) – Ricardo Alves Jr., por Tremor
Melhor ator (R$ 5 mil) – Miguel Arraes, por Todos Esses Dias em que sou Estrangeiro
Melhor atriz (R$ 5 mil) – Rita Carelli, por Au Revoir
Melhor filme animação (R$ 20 mil) – Faroeste – Um Autêntico Western, de Wesley Rodrigues
Melhor longa documentário (R$ 100 mil) – O Mestre e o Divino, de Tiago Campos
Melhor direção (R$ 20 mil) – Maria Augusta Ramos, por Morro dos Prazeres
Melhor curta documentário (R$ 20 mil) – Contos da Maré, de Douglas Soares
Melhor Direção – R$ 5 mil – Rafael Urban e Terence Keller, por A que Deve a Honra da Ilustre Visita Este Simples Marquês?
Juri Popular
Melhor filme de longa (R$ 30 mil) – Os Pobres Diabos, de Rosemberg Cariry
Melhor filme de curta (R$ 20 mil) – Faroeste – Um Autêntico Western
Troféu Câmara Legislativa Melhor longa – R$ 80 mil – Plano B, de Getsamane Silva
Melhor curta-metragem (R$ 30 mil) – O Balãozinho Azul, de Fáuston da Silva
Troféu Câmara Legislativa Juri Popular Melhor longa (R$ 20 mil) – Cidadão Brazza, de Péterson Paim
Melhor curta (R$ 10 mil) – O Balãozinho Azul
Prêmio Canal Brasil (R$ 15 mil) – A que Deve a Honra da Ilustre Visita Este Simples Marquês?