A paixão por carros pode ser inspiradora, sejam eles antigos ou os mais atuais. Filmes como o drama Gran Torino, o terror Christine – O Carro Assassino, a comédia Se Meu Fusca Falasse e o mais conhecido da categoria, a ação Velozes e Furiosos, são exemplos de histórias que mostram a admiração e o fascínio por automóveis.
E foram esses sentimentos que fizeram Marcelo Jatobá e Tiago Araújo juntarem interesses e darem início ao projeto Parados no Tempo (http://paradosnotempo.com.br), um site onde eles fotografam veículos abandonados nas ruas da cidade. Marcelo é design gráfico e fotógrafo e Tiago, publicitário e amante de carros antigos.
Amigos desde a infância e já criando apreço por arte e comunicação, a dupla enxergou obras de arte nas ferrugens, poeira e manchas deixadas pelo tempo nos veículos.
“Beleza naquilo”
Filho de um apaixonado por automóveis antigos, Tiago foi quem teve a ideia inicial. “Eu andava nas ruas e comecei observar os carros abandonados, e enxerguei beleza naquilo”, contou.
Num verdadeiro paradoxo, a dupla procura mostrar harmonia na destruição dos carros. O projeto não tem a intenção de criticar os proprietários pelo descuido, mas sim apresentar nas fotografias as consequências que a falta de movimento – que é essencial – traz aos automóveis. Após montar um acervo com mais de 50 ensaios com inúmeras fotos, os dois já tem outros projetos para o futuro. “Nós estamos planejando lançar um livro com as fotografias e, também abrir uma exposição, mas estamos esperando um maior retorno das pessoas através do site e das redes sociais”, contou Marcelo.
Fanpage
Hoje, as redes sociais são as ferramentas de divulgação. Em fevereiro, o projeto completa seis meses e a fan page tem mais de 4 mil seguidores. Lá, eles abrem espaço para outras pessoas postarem fotos. Já houve publicação de carros até da Colômbia e dos Estados Unidos.
Ford Galaxie, foi o ensaio que mais marcou a dupla. ” É um carro cheio de fãs. Ele foi feito sob encomenda. Nós o encontramos ao lado de uma oficina em Vicente Pires, e o sentimento foi de tristeza”, revelou Marcelo.
A importância está no objeto