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Espetáculos de companhias brasilienses trazem programação intensa para os palcos da capital

Arquivo Geral

06/04/2016 7h00

Raquel Martins Ribeiro

raquel.martins@jornaldebrasilia.com.br

Celeiro criativo das artes cênicas, Brasília conta com diversas  companhias teatrais locais que reluzem os tablados e invadem os espaços da capital. Durante todo o mês de abril, os amantes do teatro vão poder ter uma amostra dessa variedade cultural. Cinco espetáculos da cidade vão ocupar a sala Plínio Marcos do Complexo Cultural Funarte de hoje a 17.

Paralelamente, com estreia amanhã, Jacques e Seu Amo, espetáculo de Milan Kundera, vão estar em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil. Sempre de quinta a domingo, as sessões vão até o dia 1º de maio. Já para quem que dar boas gargalhadas, a cia. brasiliense de comédia G7 chega  com a “escrachada”  Amar é Brega, encenada neste sábado e domingo, no Teatro Maristão.

Organizada pelo Grupo Tripé, em parceria com cinco coletivos da cidade, a Ocupação Independente oferece espetáculos como Entre Quartos, do próprio Tripé; Caô Kaô, da Trupe Raiz do Circo; Tacaqui, da Cia. Mandacaju; e (Des)esperar, da Andaime Cia de Teatro.

Aniversário

Primeira peça encenada pela Andaime Cia. de Teatro, (Des)esperar volta aos palcos na mostra teatral da Funarte para celebrar os nove anos do grupo. No palco, a trupe conta a história de quatro mulheres que atravessam o tempo-espaço convivendo com situações que surgem quando se está a espera de algo.

“Do delírio ao desespero, da tristeza ao riso frouxo, do tédio à ansiedade, tudo acontece numa sequência que não se repete toda noite. O que se mantém é a espera”, adiantam os integrantes do grupo.

A programação recheada conta ainda com oficinas, rodas de conversas com os atores e uma Mostra Universitária de Cenas, Experimentos e Montagens.

Para todos os gostos

Inspirada nas obras Esperando Godot, de Samuel Beckett, e no livro O Tratado do Desespero e da Beatitude, de André Comte- Sponville, (Des)esperar traz uma ironia politizada presente no vazio dos diálogos desconexos, no cenário e na atemporalidade do espetáculo. Os artistas se apoiam no jogo de improviso para manter o espírito de experimentação da narrativa. “É esse estado peculiar da incerteza, de que tudo é possível, que torna a obra viva, aberta e plural”, explica o grupo Andaime.

Apesar de a palavra improviso ser constantemente ligada à comédia, a companhia garante que a peça não possui essa pegada. E fogem do drama psicológico. “Não nos propomos um caminho certo a seguir. Nosso trabalho consiste em abrir o vazio com o jogo – e este permite que a improvisação ganhe espaço”, completam os atores.

Já no  Centro Cultural Banco do Brasil,  Jacques e Seu Amo, do paulista Roberto Lage, , vai focar na relação de poder e influência entre dois homens: o amo e seu criado. Durante uma viagem a pé para um destino que só é revelado no final, eles vão rememorando suas aventuras e desventuras românticas.

A partir de histórias que ocorrem simultaneamente, o texto é estruturado em três tragicomédias amorosas, no erotismo e no fatalismo determinista do personagem Jacques.

Brega é não amar

Em comemoração aos 15 anos de sua fundação, a Cia. de Comédia G7  vai apresentar  Amar é Brega. A peça é resultado da junção de vários esquetes inéditas. “Apesar de serem cenas antigas, a narrativa  e a maneira de contá-las são novas”, adianta Frederico Braga, integrante do G7.

A comédia abusa dos clichês e exageros cometidos por casais de todas as idades. Para entrar no clima,  o cenário, figurino e a trilha sonora foram todos pensados para sugerir a atmosfera de romance. “O amor normalmente é tema das mais variadas expressões artísticas. A ideia é que as pessoas deem boas risadas”, finaliza Frederico.

Serviço

» Amar é Brega – Sábado, às 19h e às 21h; domingo, às 20h. No Teatro Maristão (615 Sul). Ingressos: R$ 30 (meia-entrada). Informações: 9351-1369. Não recomendado para menores de 12 anos.

» Jacques e Seu Amo – De amanhã a 1º de maio, com sessões de quinta a sábado, às 20h, e domingos, às 19h. No Centro Cultural Banco do Brasil (Setor de Clubes Esportivos Sul). Ingressos: R$ 20. Informações: 3108-7600. Não recomendado para menores de 14 anos.

» Ocupação Independente – De hoje a 17 de abril, com sessões diárias às 18h e às 20h. Na Sala Plínio Marcos da Funarte (Eixo Monumental). Ingressos: R$ 10 (meia-entrada). Informações:  9216- 7179.  A classificação indicativa varia de acordo com o espetáculo.

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