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Espetáculo discute a invisibilidade entre pessoas nos dias atuais

Arquivo Geral

20/08/2013 16h00

Em algum momento da existência, já experienciamos a invisibilidade ou invisibilizamos pessoas. Quando foi que nos sentimos só entre outras pessoas? Quando foi que queríamos ficar sós, invisíveis? Nessas horas, aonde ir? Quem invisibilizamos no dia-a-dia, nas ruas? No trabalho, em casa? O que eu quero que fique invisível? O que não quero deixar de ver? O espetáculo Vida Invisível joga luz sobre essas e outras questões, por meio da história de Ela, uma vendedora ambulante de livros que trabalha em vários “não-lugares” da cidade grande.

 

Recriando histórias mundialmente conhecidas, com sua sempre fiel amiga, a Vassoura, Ela passa seus dias nas ruas, trabalhando a sua insana e inocente lucidez em experimentos sensoriais e das palavras. Ela transita entre os espaços, se apoiando nos livros para subsistir, para se sentir presente nos “lugares” onde pessoas muito leves talvez não sobrevivam.

 

No momento em que acontece o espetáculo, a vendedora de livros está no seu intervalo, encontra pessoas e começa a refletir sobre a própria vida. A reflexão passa pela necessidade de conhecer novos lugares, ter a liberdade de ir e vir, por mais instável que seja, no dia-a-dia, e principalmente, acreditar nos próprios sonhos.

 

Vida Invisível pretende a troca do olhar humano sobre o humano a partir da possibilidade e busca do sentimento puro.

 

Olhar

 

Vida Invisível pretende um olhar humano sobre o humano a partir da possibilidade e busca do sentimento puro. Na arte contemporânea, essas questões são às vezes reduzidas à oposição entre subjetividade emotiva e objetividade racional. Entretanto, a conclusão a que se chega é que escolhemos o que queremos ver, mesmo se e quando nos é imposto um novo olhar construído.

 

A atriz Hyandra Lo e o diretor Rafael Soul são formados em Artes Cênicas, o diretor é Mestrando em Artes Cênicas na Universidade de Uberlândia e a atriz participa de outro grupo de teatro como atriz e produtora. A pesquisa se inspira no tema “pessoas invisíveis, corpos esquecidos”, onde compartilham técnicas de palhaço, viewpoints, níveis de energia de Jacques Lecoq e mímica corporal dramática.

 

O espetáculo foi apresentado no Peru, no Festival Itinerante y Encuentro de Teatro Popular, e na Argentina, no Encuentro Latinoamericano de Teatro Independiente, e tem sua estreia nacional em Brasília, em dois finais de semana.

 

Ficha técnica

 

Direção: Rafael Soul
Atuação: Hyandra Lo
Texto: Hyandra Lo e Rafael Soul
Concepção de figurino e objetos de cena: Evandra Lourenço
Músicas: “Sobre fotos envelhecidas” e “Duas Luas” de Hugo Linns
Música Cantada: “Olhares” de Projeto C2pontos
Fotografia e arte gráfica: Rui Rodrigues
Produção geral: Congestus Parcerias Culturais
Assistente de produção: Kelly Costty
Trechos e inspiração em textos de: Gustavo Serrate, Hyander Lee, Melissa Mundim, Michelle Cunha

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