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Viva

Ele é o cara do bom humor

Arquivo Geral

23/10/2013 9h00

Fábio Porchat não imaginava que seria comediante. Sua carreira deslanchou de maneira inusitada, quando, ainda como estudante do curso de Administração, foi com a turma assistir ao Programa do Jô e interpretou seu textos no palco. Após ser bem recebido com muitas risadas da plateia, teve a certeza que queria aquilo para a vida. E tem dado certo. Em São Paulo, durante a apresentação para a imprensa do lançamento de seu novo filme, Meu Passado Me Condena, o humorista deu uma entrevista para o Jornal de Brasília. 

 

Você está no quadro Medida Certa, do Fantástico. O que é mais difícil para você, emagrecer ou fazer comédia?


Mais difícil? Emagrecer! Exige muito mais tempo. É mais natural para mim fazer rir do que emagrecer.

 

Como foi contracenar com a Miá Mello no filme?

 

Foi ótimo. Já tinha contracenado com ela no seriado Meu Passado Me Condena – que agora virou filme. A gente já tinha um bate-bola muito rápido, uma relação muito boa de olhar para ela e já saber na cena que ela esqueceu uma fala. Então a gente se completa muito. Acho que vivemos uma relação de marido e mulher de verdade.

 

Como foi a experiência de filmar dentro de um navio?

 

Muito interessante porque você fica confinado. Três semanas distante do mundo todo, sem telefone, sem e-mail, sem notícias do que está acontecendo. Bem curioso e, ao mesmo tempo, ótimo porque você já acorda no set (de filmagem). Você não precisa acordar mais cedo e pegar trânsito. Acordar e estar a dez passos da onde você vai gravar é muito bom.

 

Por que os filmes brasileiros de comédia hoje têm mais bilheteria que os demais?

 

Sempre tiveram. A chanchada no Brasil era um sucesso retumbante, comédia na veia. Acho que o brasileiro gosta de rir e gosta de fazer rir. Piada sempre funcionou. Os programas de humor no rádio sempre funcionaram muito. A ideia é que cada vez mais a gente consiga fazer melhores comédias. 

 

Qual a diferença de trabalhar na internet e na TV?

 

O público é diferente. Primeiro, antes de tudo, você tem que dizer para quem você está falando. Na comédia, principalmente, a gente ri porque a gente se identifica. Você tem que saber que público é aquele para saber com quem ele vai se identificar. Quando você está falando na televisão, na TV aberta, você está falando para todo mundo: para a mãe, avó, tia, sobrinho, filho. Na internet já é diferente porque a pessoa que escolheu assistir você.

 

Tem previsão do lançamento do filme Porta dos Fundos?

 

Ano que vem. A ideia é que a gente rode ano que vem. Ainda nem tenho o roteiro.

 

Um dos quadros mais engraçado do Porta do Fundos que você participa é A Vida Como Ela É. Para você, qual foi o mais divertido de fazer?


Esse foi bem divertido porque é bem “escrotão”. Um que eu gostei de fazer foi (o quadro) Os 10 Mandamentos, porque é com o Gregório (Duvivier), com o Luiz (Lobianco), com o Rafa (Infante). Só amigos dando risada, um sacaneando o outro. De barba, na areia, ventando. Então quanto mais confuso, mais divertido é. O da Espinha também foi interessante de fazer. Estávamos todos cagados de tapioca, suco de manga, sei lá. Estava um frio, aquele troço gelado. Foi muito interessante fazer.  

 

Quando você foi assistir ao Jô, ainda como estudante de administração e participando da platéia, mudou o rumo da sua carreira. Como que foi essa experiência?


Fui com a faculdade, fazia ESPM em São Paulo. Fazia administração em Marketing. Fui assistir com a faculdade a gravação do Jô e pensei em levar uns textos que eu tinha escrito para mostrar para ele. No meio do programa eu pensei: cara, eu não vou entregar esses textos, o Jô não vai ter tempo, ele não vai ler, então quer saber? Vou pedir para ir lá na frente fazer. Eu não queria ser ator. Não queria nada. Só queria ir lá na frente para fazer, porque era engraçado, a turma da faculdade ria e naquele momento, eu fazendo o texto ali. O Jô rindo, a platéia rindo, a banda rindo, todo mundo rindo ao mesmo. Então eu lembro claramente daquele momento, eu pensei: é isso que eu quero na minha vida. Quero essa gente rindo. Eu saí de lá mexido. Todo mundo adorou, aplaudiu. No mesmo dia eu entrei em contato com o Rio de Janeiro para pegar os contatos de escolas, faculdades e no mês seguinte eu estava morando no Rio. Então foi realmente uma troca de vida.

 

O repórter viajou à convite da  produção do filme

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