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Viva

Doze horas de música

Arquivo Geral

04/12/2013 8h30

A vinda do cultuado cantor e compositor Stevie Wonder à capital está causando um baita burburinho na cidade. O músico norte-americano se apresenta neste sábado, por volta das 23h40, pelo projeto Circuito do Banco do Brasil, que também traz o internacional Jason Mraz, a baiana Ivete Sangalo, o rapper Criolo, Capital Inicial, entre outras atrações.

O palco mudou. Marcado para acontecer no espaço aberto do Centro Cultural Banco do Brasil (Setor de Clubes Esportivos Sul), o festival agora será no estacionamento do Estádio Nacional Mané Garrincha (Eixo Monumental), a partir das 14h. O valor dos ingressos, no entanto, permanece os mesmos.

Em comunicado oficial, a assessoria de comunicação do evento informou que a mudança ocorreu “devido à grande procura por ingressos”. 

Força da natureza

Stevie Wonder está com 63 anos. Mais roliço, os cabelos brancos já contaminam seus dreadlocks e sua voz está mais envolvente e melódica que nunca. Uma força da natureza. Além dos shows que faz pelo mundo em turnê, o cantor tem outras cartas na manga. Entre elas, Ten Billion Hearts. ”É uma música que compus para um documentário. Eu li que, na metade desse século, nós seremos dez bilhões de pessoas vivendo no planeta, e imaginei quão maravilhoso seria se pudéssemos viver com uma preocupação maior com as coisas que temos de preservar para a vida prosseguir acontecendo”, explica.

Um disco em homenagem para a mãe também está nos planos do músico. “Deve sair em setembro de 2014. São canções religiosas, e o nome do álbum será Gospel Inspired by Lula“, diz.

 Programação eclética

A primeira edição do evento, que já rodou outras três capitais, ainda acontece no Rio e em São Paulo até o final do ano. São dois palcos e espaço com música eletrônica – que apresenta os projetos Taboo e Ask 2 Quit, e Tim Adams –, em um total de nove atrações. A previsão é que o evento em Brasília tenha cerca de 12 horas de duração.

A programação ainda conta com o Baile do Simonal, às 16h20. No show, Max de Castro e Simoninha interpretam sucessos do repertório do pai Wilson Simonal, como Meu Limão, Meu Limoeiro, Black is Beautiful e País Tropical.

 Prata da casa

Ganhadora do concurso SomPraTodos, a banda brasiliense Dona Cislene se apresenta no Palco Brasil do evento, às 19h30. Para chegar à vitória, os roqueiros passaram por um time de jurados e foram submetidos à votação popular junto com outros nove concorrentes.

 Serviço

Circuito Banco do Brasil: Stevie Wonder, Jason Mraz e outros –   Sábado, a partir das 18h. Na Área Externa do Estádio Nacional (Eixo Monumental). Ingressos: R$ 120 (meia-entrada). Informações:  4003-2330. Não recomendado para menores de 16 anos. 

Só clássicos
 
Logo após cantar no Brasil, Stevie Wonder volta a Los Angeles e, no dia 21 de dezembro, em seu concerto beneficente anual, realiza o sonho de milhões de fãs pelo mundo todo: toca inteirinho um de seus maiores clássicos, o álbum Songs in the Key of Life, de 1976. Trata-se de uma das obras mais influentes da música nos últimos 40 anos, com obras-primas como Village Ghetto Land e Another Star. Ele canta ali com arranjos que influenciaram toda a música negra norte-americana, músicas acerca de sua infância (I Wish e Easy Goin’ Evening), seus heróis (Sir Duke) e o nascimento da filha (Isn’t She Lovely?).
  
3 perguntas para  wonder
 
Fale mais do seu novo projeto, o disco When the World Began.
 
É algo que eu estava muito relutante em tentar: gravar meus maiores sucessos com uma moderna orquestra em Londres. Por muito tempo, disse não a esse projeto, porque tinha uma ideia de pureza associada a meu repertório. Mas, quando estivemos juntos pela primeira vez, desafiei a mim mesmo. Aceitei o desafio de fazer os arranjos, de fazer minha música de um jeito diferente, com uma abordagem diferente. Vamos ver como vai funcionar. Além dos meus grandes hits, haverá no disco duas canções novas: When the World Began e Living for a Good Life.
 
No Brasil há uma grande discussão: muitos artistas querem que haja autorização prévia para que alguém publique uma biografia. Como você analisa isso?
 
Há muitas biografias nas quais as pessoas leem aquilo que não é necessariamente verdade sobre o artista. Muitos livros que foram escritos sobre mim não foram feitos com minha aprovação. Mas acho melhor ter algo não autorizado publicado sobre alguém do que cercear a liberdade de escrever. Por outro lado, acho importante que o artista se dedique a escrever o que de fato aconteceu, para que não se propaguem as falsas versões.
 
A lista de parceiros em sua carreira vai de Babyface a Andrea Bocelli, de Justin Bieber a Drake, de Tony Bennett a Gilberto Gil. 
 
Ter relações é uma coisa boa. É fantástico que tenhamos a capacidade de colaborar com outros artistas, isso nos dá uma boa experiência. Quando eu era mais jovem, minha mãe me pôs em contato com a música de Bing Crosby, e mais tarde eu tive a sorte de contar com a ajuda de artistas como Smokey Robinson e Herbie Hancock. É muito bom ter a oportunidade de crescer com diferentes artistas.
 

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