Nesta sexta-feira (10/01) os moradores do Paranoá terão a grata oportunidade de conhecer a biografia do músico, compositor, professor e maestro Cláudio Santoro. A exibição do filme de John Howard Szerman, 91 minutos, acontece às 19h30, na Biblioteca do Paranoá, localizada na Praça Central em frente à agência da Caixa Econômica Federal.
O documentário de longa metragem Santoro – O Homem e Sua Música, realizado com recursos do FAC, é um resumo da vida e obra do músico, compositor, professor e maestro Claudio Santoro.
Autor de mais de 600 peças musicais, indo de simples prelúdios para piano a 14 sinfonias para grandes orquestras e uma ópera, da música dodecafônica ao nacionalismo e à música eletroacústica, Santoro passou por diversas fases sendo comparado apenas a Igor Stravinski na totalidade de vertentes musicais que experimentou ao longo dos seus quase 70 anos de vida.
Nascido em Manaus em 1919, o menino prodígio fez sue primeiro recital de violinao aos 12 anos, sendo aclamado pela imprensa especializada amazonense. O Governador do Amazonas logo assinou um decreto concedendo-lhe uma bolsa de estudos para cobrir as despesas com sua formação no Conservatório de Música do Distrito Federal, na época Rio de Janeiro. Aos 19 anos começou a compor, tendo feito parte importante no movimento Música Viva, dedicado a executar e difundir a música contemporânea. Desde então acumulou prêmios, recebeu condecorações, além de ser figura principal de mais de uma centena de obras entre livros, artigos, ensaios e teses; e teve parte de suas composições gravadas em cerca de 130 LPs e CDs.
Entre inúmeras dificuldades – as financeiras, constantes – seus 69 anos foram vividos intensamente numa relação visceral com a música. Morou em diversos países onde compôs parte de sua obra, tendo regido diversas orquestras, algumas das quais das mais importantes do mundo.
Veio a Brasília em 1962 a convite de Darcy Ribeiro para criar o Departamento de Música da UnB e onde manteve residência até a sua morte em 1989. Criou a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional que hoje, como o Teatro, leva o seu nome.
Narrar esse universo de forma a revelar o homem e a obra, numa linguagem que consiga equilibrar o artista genial e o ser humano no dia-a-dia é a proposta do documentário.