Raquel Martins Ribeiro
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Olhar intenso sobre os detalhes, horas afinco debruçado em um trabalho minucioso e muita habilidade manual. Estes são os principais requisitos para quem deseja se dedicar à arte dos dioramas. Para quem não sabe, o diorama é um modo de apresentação artística tridimensional de cenas da vida real para exposição com finalidades de instrução ou entretenimento.
Em Brasília, há quem viva profisionalmente da peculiar arte, como é o caso de Flávio Carmo. Segundo o artista, a representação de uma cena em miniaturas e maquetes atrai cada vez mais admiradores. “É uma arte de infinitas possibilidades, podemos reproduzir qualquer coisa, por isso chama a atenção de crianças e adultos”, explica Flávio, que foca suas miniaturas no mundo dos games e das histórias em quadrinhos.
O artista de 36 anos começou a se dedicar plenamente aos dioramas no ano passado. Designer gráfico, ele aproveita seus conhecimentos para enriquecer as obras. “Eu fazia como hobby. Daí alguns amigos gostaram e comecei a fazer para eles. Até que postei na minha fanpage e as pessoas começaram a fazer pedidos”, relembra.
PVC e papel fotográfico
Em sua página Dioramas 3D, os apreciadores encontram maquetes de jogos como Residente Evil, Mario e Street Fighter. “Esse é um universo que sempre me interessou. E que tem um público muito específico”, considera Flávio.
Com materiais como PVC, papel fotográfico e isopor, ele revela que uma obra pode demandar até um mês de dedicação.
Apesar dos dioramas chamarem a atenção, no entanto, Flávio reclama: “Os trabalhos artesanais não são reconhecidos, nem valorizados como deveriam. As pessoas não compreendem o cuidado que envolve esse tipo de arte”.
Saiba mais
Outro artista de Brasília, Leo de Castro, 35, aposta na fabricação de pequenas oficinas de motocicletas. Em suas oficinas, ele chama a atenção pela riqueza dos detalhes dos dioramas. Seu trabalho pode ser conferido na fanpage Leo Moto&arte.