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Cinema com ela
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Destruição Final 2 troca a urgência do apocalipse por um drama sem fôlego

Chegando nesta quinta-feira (5), continuação retoma a jornada da família Garrity em um mundo devastado e aposta na sobrevivência como motor da narrativa

Tamires Rodrigues

05/02/2026 5h00

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Foto: Divulgação/Diamond Films

Ao inverter a lógica do filme original, Destruição Final 2 parte de uma premissa que parecia oferecer novos caminhos para o cinema-catástrofe. Em vez da corrida desesperada rumo a um bunker, a continuação aposta na saída desse abrigo e na travessia de uma Terra devastada em busca de um possível recomeço. A ideia é atraente no papel, mas a execução dilui quase toda a tensão que fez o primeiro filme funcionar.

A história acompanha novamente a família Garrity, agora forçada a abandonar a suposta segurança subterrânea após sinais de colapso estrutural. O destino é a cratera do asteroide Clarke, apresentada como um raro ponto de regeneração em meio a tempestades radioativas e ruínas globais. O roteiro se estrutura, mais uma vez, como um percurso do ponto A ao ponto B, sustentado por obstáculos sucessivos e encontros perigosos ao longo do caminho.

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Foto: Divulgação/Diamond Films

Visualmente, o filme entrega momentos competentes. Há sequências de impacto envolvendo fragmentos de meteoros, mares violentos e cidades em frangalhos que reforçam a escala do desastre. O problema é que essas cenas raramente se conectam a um conflito dramático consistente. O espetáculo existe, mas surge como ilustração, não como motor narrativo, funcionando mais como pausa estética do que como impulso emocional.

O roteiro aposta excessivamente em coincidências e soluções fáceis. Situações de risco extremo são apresentadas com insistência, apenas para serem resolvidas quase imediatamente por decisões improváveis de personagens secundários ou por reviravoltas convenientes. Esse padrão se repete ao longo da jornada, criando a sensação de que o perigo nunca é real e de que a sobrevivência está garantida desde o início.

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Foto: Divulgação/Diamond Films

Nesse cenário, o carisma de Gerard Butler ajuda a sustentar parte do filme, especialmente nas cenas de ação. Morena Baccarin cumpre bem o papel emocional da trama, mas o drama familiar, tratado como eixo central da continuação, carece de construção. A relação entre pai e filho é sugerida de forma apressada e pouco desenvolvida, o que enfraquece o apelo afetivo que o filme tenta impor ao espectador.

Ao trocar a brutalidade da destruição em larga escala por uma narrativa excessivamente protegida pelo roteiro, Destruição Final 2 perde impacto. Sem urgência, sem imprevisibilidade e com conflitos constantemente neutralizados, o filme transforma o apocalipse em um trajeto seguro demais para provocar tensão. O resultado é uma continuação que caminha bastante, mas raramente faz o público sentir que algo realmente está em jogo.

Confira o trailer:

Ficha Técnica
Direção: Ric Roman Waugh;
Roteiro: Mitchell LaFortune, Chris Sparling;
Elenco: Gerard Butler, Morena Baccarin, Roman Griffin Davis, Scott Glenn;
Gênero: Ação, Suspense;
Duração: 99 minutos;
Distribuição: Diamond Films;
Classificação indicativa: 14 anos;
Assistiu à cabine de imprensa a convite da Espaço Z

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