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Viva

Deficiente visual dirige terceiro curta-metragem

Arquivo Geral

03/02/2016 7h30

Raquel Martins Ribeiro

raquel.martins@jornaldebrasilia.com.br

Todos os dias, histórias reais reafirmam a máxima popular que diz “a arte imita a vida”. Muitos devem se lembrar da comédia Dirigindo no Escuro (2002), de Woody Allen, que traz as peripécias de um diretor de cinema que perde a visão. Em Brasília, o cineasta João Julio tem uma história semelhante ao roteiro hollywoodiano.

Deficiente visual há 20 anos, João, de 49 anos, está em fase de produção de seu terceiro curta-metragem, O Cavaleiro da Esperança. “Eu já trabalhava com teatro, e sonhava em fazer cinema”, conta o diretor, que afirma ter enfrentado muita resistência no início da carreira. “Achavam que eu nunca conseguiria, mas  estou aqui”.

Segundo o brasiliense, a ajuda da esposa, Nádia Castro, foi essencial. “Ela é meu braço direito. Às vezes tentam me passar a perna, mas ela me conta e tomo as rédeas da situação”.

Em O Cavaleiro da Esperança, o atual cenário político do País serve como pano de fundo para uma comédia repleta de ironia e sátiras. “É uma maneira de tratar esse tema tão importante, de uma maneira leve”, considera o diretor.

O roteiro chegou a João por meio de Mateus Moura, de 17 anos, que fazia um trabalho escolar. João aproveitou a ideia de Mateus e refez o texto. Foi Mateus, também, quem convenceu João a usar pessoas comuns, de Brazlândia, cidade onde ambos moram, no elenco. “São pessoas que sempre sonharam em se ver do outro lado da tela, mas nunca tiveram essa oportunidade”, completa Mateus.

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