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Debate no CCBB terá presença de Paulo Branco

Arquivo Geral

07/03/2014 8h01

Para o espectador brasileiro, seu nome é indissociável do de Manoel de Oliveira, para quem produziu 20 filmes – 20! Como toda união, o casamento artístico de Oliveira com o produtor Paulo Branco chegou a um ponto de desgaste e, em 2009, o mestre português anunciou que se havia separado do produtor porque precisava pensar em seu futuro. Parecia piada – Oliveira já se tornara centenário (nasceu em 1908). Seguiram cada um para o seu lado, mas Branco, com alma de cinéfilo, conta que segue acompanhando com muito interesse a obra de Manoel.

Paulo Branco recebe, até domingo, a homenagem do Centro Cultural Banco do Brasil, que apresenta uma retrospectiva de seus filmes. Não da obra integral, composta de cerca de 300 títulos, porque Branco não faz muita distinção entre os que produz e os que distribui.

Bate-papo

Ele terá um encontro com o público da retrospectiva hoje, às 19h30, no cinema do CCBB para falar de seu trabalho. O bate-papo com Paulo Branco contará com a participação do crítico de cinema Sérgio Bazi e dos curadores da mostra Beto Tibiriçá e Francisco Cesar Filho (mediador). A entrada é franca.

O CCBB apresenta uma seleção de 20 filmes, agrupados sob o título A Produção Criativa. Nascido em Lisboa, em 1950, Branco iniciou o curso de Engenharia Química, mas desistiu. Foi para Londres, em 1971, e Paris, em 73. O cinema irrompeu em sua vida quando tinha 24 anos. Foi quando começou a trabalhar no cinema Olympic com Frédéric Mitterrand. Logo em seguida, assumiu a gestão da sala parisiense Action-République.

Em 1979, aos 29 anos, tornou-se produtor. Já era amigo de Marguerite Duras, João César Monteiro, Ruiz e de muitos outros nomes fortes do cinema de autor. Oliveira chegou depois – e com O Sapato de Cetim, em 1985, criou-se ‘a’ parceria.

 

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