Menu
Viva

Dando o bom exemplo

Arquivo Geral

29/10/2013 9h10

Uma melodia pesada e marcante com letras críticas que abordam assuntos como política, preconceito, religião e exploração humana. Além de falar sobre o straight edge – um estilo de vida livre das drogas. Esse é o xLost in Hatex, banda de Taguatinga, que surgiu em 2007.

 

O primeiro álbum, Cultura da Autodestruição, foi lançado em 2012 pelo selo Seven Eight Life. No ano seguinte, um salto: a banda fez uma turnê ao lado do grupo Billy The Kid, da Costa Rica, passando por dez cidades brasileiras.

 

Em sua formação: Raphael Kenji, na guitarra; Fábio Alexandre, no baixo; Bruno Duarte, na bateria; Wellingnton Mota, na guitarra; e Rodrigo Elizio, no vocal. 

 

Experiência compartilhada

 

Mais que passar uma mensagem por meio da música, o xLost in Hatex desenvolve um projeto em escolas públicas do DF, onde contam para os alunos as más experiências que já tiveram com as drogas, como o álcool e o tabaco. “A gente passa um documentário produzido pela banda, que fala um pouco mais sobre o straight edge. Depois, debatemos com os alunos. Essa troca de experiência é importante para nós. Temos tido um ótimo retorno”, conta Raphael Kenji. Até agora, quatro escolas foram visitadas e, até o final do ano, a banda pretende visitar mais três.

 

Evolução

 

Sobre a cena independente do rock candango, o xLost vê pontos negativos, mas destaca que, apesar das dificuldades, bandas – de todas os vertentes dentro do rock – vem evoluindo quando o assunto é a qualidade na gravação dos CDs.

 

“Esse é o principio de uma mudança muito importante para todos que atuam nesse cenário. É a oportunidade de ganhar mais espaço na música nacional”, pontua Kenji.

 

O xLost in Hatex (xlostinhatex.com.br) toca no Matanza Fest, junto com Os Cabeloduro, Matanza (SP) e Nervochaos (SP) no dia 30 de Novembro no Cedec (912 Sul), a partir das 21h. O festival não é recomendado para menores de 16 anos.

 

Ponto de Vista

 

Thiago Cardoso, conhecido como Barbosa, produz shows independentes no cenário do rock do Distrito Federal desde 2001. Segundo ele, também faltam casas de shows que incentivem apresentações das bandas da cidade. “Uma das maiores dificuldades no DF é a ausência de uma casa de show específica para shows undergrounds. Quase sempre rola improvisado em algum bar, algum espaço que não é próprio pra um evento desse tipo, mas que acabamos adequando e fazendo de um cubículo um espaço de show”, explica Barbosa.

 

Veteranos trazem novidades

 

Com seis discos já gravados, o DFC se prepara para lançar novo material ainda em 2013. Quando ao novo CD, intitulado de Sequência Animalesca de Bicudas Giratórias, Tulio já avisa que “é igual aos antigos”. E o público pode esperar mais novidades. Além do disco, também deve sair um DVD em homenagem aos 20 anos de carreira da banda.

 

Cenário mais independente e autossuficiente

 

“Existe uma corja que aqui toma conta e assalta o Brasil de ponta a ponta. Eles parecem não estar nem aí, roubam e exploram do Oiapoque ao Chuí. Mas quando é época de eleição, prometem tudo para o povão. E logo depois da eleição terminar, não perdem tempo para roubar”. Com o trecho da música Esses Ratos, o DFC – que sobrevive na cena underground do DF desde 1993 – revela logo de cara a que veio.

 

Em uma melodia apressada, o vocalista Tulio não poupa ao berrar críticas ao governo e a violência, principais temas abordados nos discos do grupo.

 

Comprometimento


Apesar de tantos anos de estrada, o vocalista revela que o conjunto nunca conseguiu se manter financeiramente só fazendo música. O que tampouco foi motivo para abandonar a carreira. “A cena é a resistência do que já foi um dia a capital do rock, mas sem apoio ou patrocínio, e sem acesso a grande mídia. Contamos com um público muito menor do que se via naquela época, mas o cenário atual é mais comprometido”, conta.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado