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Viva

Dança no compasso de um sonho

Arquivo Geral

06/03/2014 8h00

A famosa história do notável bailarino inglês Billy Elliot encantou pessoas nas telonas e nos palcos. A saga do menino de 11 anos que enfrentou o preconceito dentro e fora de casa em prol do seu amor pela dança acabou inspirando jovens artistas pelo mundo afora. Com uma biografia semelhante, Thiago Dias coleciona títulos e uma extensa bagagem ao longo de seus 18 anos, sendo 15 deles dedicados à dança. “Billy é um dos meus personagens favoritos. Lutar por um objetivo também me define”, destaca o bailarino.

A paixão pela arte é pulsante na vida do morador do Guará, que possui uma trajetória digna de filme. Aos três anos, Thiago começou a fazer balé escondido dos pais. A travessura só foi descoberta em uma apresentação de final de ano da escola. E, conforme o tempo passava, a força de vontade crescia, sempre de mãos dadas com seu amor pela dança. “Sempre fiz tudo muito escondido por conta do preconceito que sofria em casa e na escola. Mas o foco e a vontade de vencer foram maiores”, comenta.

Grande conquista

Desde que decidiu trilhar o caminho da dança, o jovem não parou mais. Ousou ao apresentar espetáculos solo, sempre com coreografias elaboradas por ele próprio. O sonho lhe custou suor, lágrimas e desentendimentos com o pai. “Ele é militar e sempre me dizia que na arte não teria futuro, nem ganharia dinheiro”, recorda Thiago.

As coisas começaram a mudar depois da participação do bailarino em uma competição internacional realizada no País. Ao ver Thiago em ação, em meio a tantos outros concorrentes, o pai se surpreendeu. O receio, então, deu lugar ao respeito. “Minha família passou a aceitar minha escolha. Perceberam que a dança é a minha vocação, é o que quero”, conta.

Companhias e musicais no currículo

Entre as diversas propostas recebidas por Thiago, estava a chance de participar de companhias internacionais. As escolhidas foram a Academy of America e  o Miami City Ballet. Sem contar os musicais da Broadway feitos no Brasil. O último deles foi a Família Adams. “As coisas foram acontecendo muito rápido. O balé foi o pontapé inicial, me deu postura, técnica e segurança”.

Refúgio

Com tanta pressão, ele já pensou em desistir, mas sempre teve o apoio da mãe e das irmãs. “Foi o que me deu forças para seguir em frente e dar o meu melhor. Nasci para isso”, confidencia. Ele finaliza dizendo que “a arte é um refúgio. Nela, temos a oportunidade de ser quem realmente somos”.

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