A programação da Mostra Competitiva de Curta-metragem do 10º Amazonas Film Festival (AFF) é bem eclética. Diferentemente da segmentação que acontece nas últimas edições do Festival de Brasília, na telona do Teatro Amazonas são exibidos temas de ficção, animação e documentário. Tudo dentro da mesma mostra que, este ano, está propositalmente mais densa.
Segundo o secretário de Cultura de Manaus, Robério Braga, que também coordena o AFF, a curadoria está empenhada em dar personalidade ao evento. “Se nas primeiras edições nós precisávamos convidar filmes e cineastas, agora são eles quem nos procuram”, garante.
Cinema autoral
O foco no cinema autoral é algo que se pode ver nos dois festivais. Além disso, dos 13 curtas que competem no festival, quatro passaram antes pelo Cine Brasília. São eles: o carioca Contos da Maré, de Douglas Soares, que faturou o prêmio de Melhor Curta de Documentário; o pernambucano Au Revoir, de Milena Times, que ganhou Melhor Atriz e Melhor Direção de Arte; a animação mineira Quinto Andar, de Marco Nick; e o goiano Faroeste – Um Autêntico Western, de Wesley Rodrigues, que levou o prêmio de Melhor Curta do Júri Popular, e Melhor Animação.
Conhecida do festival brasiliense, a cineasta paulistana Gabriela Amaral, que arrebatou o Candango de Melhor Curta de Ficção por A Mão que Afaga em 2012, está em Manaus com o filme Terno, com quem divide a direção com Luana Demange.
Estreias
Indo na contramão de seu pai, Carlos Gerbase, conhecido por sua linguagem impactante e dura em filmes como Tolerância, a gaúcha Iuli Gerbase estreou com o curta de ficção Pierre e a Mochila. Divertido, o curta conta a história de um garotinho que tem dificuldade em carregar sua pesada mochila para a nova escola diariamente. Arrancando risadas da plateia em vários momentos, Pierre precisa aprender a lidar com a ausência da mãe numa obra sensível de humor e drama.
Hoje é o último dia de competição e Os Irmãos Mai, da paulistana Thaís Fujinaga, está sendo bastante aguardado. A diretora brilhou no DF ao exibir o aclamado L, que ganhou Melhor Curta e Direção em 2011.
» A repórter viajou a convite da organização do festival
Em competição
Contos da Maré, de Douglas Soares (RJ)
Pierre e a Mochila, de Iuli Gerbase (RS)
Faroeste – Um Auêntico Western, de Wesley Rodrigues (GO)
Strip Solidão, de Flávia Abtibol (AM)
Quinto Andar, de Marco Nick (MG)
Terno, de Gabriela Amaral e Luana Demange (SP)
Quimera, de Tarcisio Lara (RJ)
Colostro, de Cainan Baladez e Fernanda Chicolet (SP)
Au Revoir, de Milena Times (PE)
Os Irmãos Mai, de Thaís Fujinaga (SP)
Sanã, de Marcos Pimentel (MG)
Jussy, de Paula Lice, Rodrigo Luna e Ronei Jorge (BA)
Até o Céu Leva Mais ou Menos 15 Minutos, de Camila Battistetti (CE)