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Viva

Cultura brega em foco

Arquivo Geral

21/09/2013 9h05

As mulheres dão o tom da quarta noite de mostra competitiva do 46º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. A cineasta Renata Pinheiro assina a direção de Amor, Plástico e Barulho, seu primeiro longa de ficção.

 

O filme mergulha no universo do show business da música brega a partir de seus artistas e das letras de suas músicas, comlinguagem com apelo para o erótico. “São ideias que refletem a grande sociedade brasileira formada pela classe trabalhadora. Isso me interessa”, justifica a diretora Renata Pinheiro.

 

Boates

 

O terraço da boate Metrópole, no bairro da Boa Vista, em Recife, serviu de locação para as filmagens do musical. Para selecionar o elenco, a produção abriu testes para atores, principalmente nos bairros populares da cidade nordestina. Entre as selecionadas estão as protagonistas Maeve Jinkings (O Som ao Redor) que é paraense e frequentou muitos bailes de brega. E Nash Laila (Deserto Feliz), que morou no subúrbio de Recife, onde o ritmo soa de todos os lados. 

 

“Um dos personagens é interpretado por um cantor de brega muito conhecido em Pernambuco, Dedesso da banda Vício Louco. Cada ator que escolhemos já trazia consigo uma carga de verdade sobre a personagem”, explica Renata.

 

Origens

 

A cineasta acredita que a música brega em si é uma expressão brasileira bastante popular e se mantém forte mesmo à margem da cultura oficial. “Este sempre foi o estilo musical das grandes massas brasileiras. Surgiu nos anos 1960 e vem se renovando desde então. As casas de shows bregas em Recife lotam toda semana”, justifica a diretora. “O tecnobrega está invadindo os clubes de Berlim e New York com a compilação do DJ inglês Lewis Robinson. É a nova música brasileira tipo exportação”, destaca.

 

Mais destaques da noite


A noite de hoje da Mostra Competitiva continua com mais destaques para os cinéfilos. Todos produzidos na Cidade Maravilhosa. Dando continuidade aos assuntos sociais, o documentário Morro dos Prazeres, de Maria Augusta Ramos, traz o dia a dia de uma comunidade no Rio de Janeiro, um ano depois de instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). 

 

Também serão exibidas outras duas produções cariocas: a animação Engole ou Cospervilha, com direção do coletivo formado por Marão, David Mussel, Pedro Eboli, Fernanda Valverde, Jonas Brandão, Guiliana Danza, Gabriel Bitar e Zé Alexandre; e o curta-metragem de ficção Todos Esses Duas em Que Sou Estrangeiro, do cineasta Eduardo Morotó.

 

Programação

 

Hoje

14h30 –  Mostra Brasília – Troféu Câmara Legislativa do DF

19h –  Mostra Competitiva – Documentário

O Gigante Nunca Dorme, de Dácia Ibiapina

Morro dos Prazeres, de Maria Augusta Ramos

21h Mostra competitiva  – Ficção e Animação

Engole ou Cospervilha, de Marão, David Mussel, Pedro Eboli, Fernanda Valverde, Jonas Brandão, Guiliana Danza, Gabriel Bitar e Zé Alexandre

Todos Esses Duas em Que Sou Estrangeiro, de Eduardo Morotó

Amor, Plástico e Barulho, de Renata Pinheiro

 

 

Serviço:

46º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro –  Até dia 24, a partir das 14h30. No Cine Brasília (106/107 Sul). Ingressos a R$ 6. Valor referente à meia-entrada. Informações: 3244-1660. A classificação indicativa varia de acordo com o filme. Confira a programação completa no site http://www.festbrasilia.com.br

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