O projeto CuentaCuentos do Instituto Cervantes segue, em mais uma edição, trazendo neste próximo sábado (9), o conto argentino “O domuyo, uma lenda mapuche”, narrado pela contista Begoña Colmenero.
O Domuyo não é uma montanha qualquer, é um vulcão que atemoriza muitas pessoas, porque ali moram seres fantásticos e acontecem fenômenos extraordinários. Begoña convida o público mirim a vir conferir estes mistérios, mergulhando na fantasia desta divertida história e, claro, aprender espanhol. “O domuyo, uma lenda mapuche” está inserido no ciclo de literatura “Lobos e Dragões: contos em espanhol”.
O projeto CuentaCuentos é um dos braços do Instituto Cervantes que, além de levar grandes nomes da literatura infantil ao conhecimento das crianças, ainda cumpre o papel de difundir o idioma e a cultura dos povos de língua espanhola.
Crianças aprendem mais fácil
Aprender uma nova língua pode ser difícil depois de alcançar certa idade. Pesquisas avisam que depois dos 12 anos fica mais complicado associar outra linguagem e pronúncia. Isso porque os dois hemisférios do nosso cérebro – o direito, da criatividade, e o esquerdo, da lógica – passam a trabalhar menos conectados entre si.
Na infância, esse diálogo entre os dois hemisférios acontece com mais intensidade, facilitando o aprendizado da nova língua. De maneira simplificada, a criança aprende com o cérebro inteiro, enquanto que o adulto aprende com somente um lado.
A coordenadora do projeto, Begoña Colmenero Niño, acredita que a atividade do Cuentacuentos facilita ainda mais a assimilação do novo idioma. “Criança, quando aprende, nunca esquece”. Daiane, a contadora de histórias, concorda: “Elas são mais abertas. O adulto já tem conceitos formados que a criança não tem ainda, por isso ela está mais aberta ao novo, seja ele qual for”.
Durante o Cuentacuentos especial haverá orientação gratuita aos pais que queiram saber mais sobre o aprendizado de idiomas na infância.
Sobre a contista
Bacharel em Biblioteconomia e Ciência da Informação da Universidade de Granada, Begoña Colmenero trabalhou durante quatro anos na biblioteca do Instituto Cervantes em Brasília e coordena a rede de bibliotecas do Instituto Cervantes no Brasil, compreendendo oito bibliotecas espalhadas nas principais cidades do País. Ela sempre trabalhou em bibliotecas, incluindo as do Instituto Cervantes em Tunis e Istambul.