Dirigida por Marc Fitoussi, a comédia Copacabana é interpretada – quase que exclusivamente – por Isabelle Huppert, que é daquelas pouquíssimas atrizes que valem a pena assistir mesmo no pior dos filmes. Não chega a tanto, mas o longa dificilmente funcionaria caso não fosse a presença da diva francesa em um dos papéis mais leves de sua carreira.
Apaixonada pelo Brasil e sua cultura, a protagonista Babou é cheia de boas intenções, mas infelizmente trata qualquer sorte de relacionamento com a mesma habilidade de um francês que tenta sambar.
Com currículo extenso, repleto de personagens sisudas (a grande Mme. Bovary do cinema), Huppert personifica uma maneira bem-humorada de como a vida pode ser mais agradável quando você não a leva tão a sério. Cheia de problemas, sozinha e apaixonada, Babou é mãe de uma jovem careta, namorada de um almofadinha. Quando eles decidem se casar, sua mãe fica sabendo que a garota morre de vergonha da própria mãe.
Nova fase
Numa espécie de catarse, Babou decide largar tudo e provar para a filha (e principalmente para si mesmo) que pode, sim, manter um emprego, se sustentar e ser motivo de orgulho. Para ela, é o início de uma nova fase, em que ela poderá ganhar auto-estima e dinheiro para poder realizar o grande sonho de conhecer o Rio de Janeiro.
Filme de atores, melhor dizendo, de atriz, a produção não se leva muito a sério e diverte o telespectador menos exigente ao brincar com os tragicômicos estereótipos que os franceses fazem do Brasil.