Sam Alves e Pedro Lima caíram na graça dos telespectadores do The Voice Brasil (Globo) e devem encarar, hoje à noite, o primeiro e já derradeiro duelo do qual sairá o grande vencedor desta edição do reality.
Lucy Alves e Rubens Daniel também estão na disputa. Mas os preferidos do público, nas ruas e em enquetes informais da internet, são os representantes de Claudia Leitte e Lulu Santos. Eles geram grande expectativa nesta final, que será definida logo mais só pelo voto popular.
“Não estudo os adversários. Minha preocupação é ensaiar o máximo que eu posso para entrar no palco e fazer o meu melhor”, diz Lima, que ficou conhecido no reality como Bigode Grosso.
Essa será a primeira disputa entre equipes, e isso vai interferir na popularidade que cada um vinha atingindo até o momento.
“Deixemos que o público faça a sua escolha. Sabemos que não podemos agradar a todos. E, para nós, já é uma vitrine muito boa estar no programa. Tudo já terá valido a pena, independente do resultado”, diz Lucy Alves.
O produtor musical João Marcelo Bôscoli diz enxergar na paraibana uma artista mais completa. “Mas o público leigo é quem decide. Ele não sabe explicar o voto que faz. Só é levado pela emoção, não pela técnica”, lembra.
Favoritos
No topo dos rankings da internet, Pedro Lima e Sam Alves não deixam dúvidas sobre a trajetória de sucesso que traçaram até aqui, embora sejam tão diferentes. Sam já percorre caminhos profissionais há mais tempo, tendo, inclusive, passado rapidamente pela edição norte-americana do The Voice. Antes, passou um tempo em Brasília, onde estudou na Escola de Música. Além de ter gravado um álbum independente de música gospel. Já Pedro Lima foi descoberto ao acaso, em um quadro do Mais Você (Globo) – o que comove o público, que torce pelo seu sucesso.
“Mas ficou claro, no último programa, que falta vivência ao Bigode Grosso. Ele é talentoso, mas, perto dos outros, a falta de estrada faz diferença”, opina o produtor musical João Marcelo Bôscoli.
Nem por isso as chances de levar o prêmio de R$ 500 mil e um contrato com gravadora diminui para o cantor. “Ele só demonstra menos segurança e tranquilidade no palco, mas pode melhorar.”
Bôscoli lembra que todos podem surpreender. “A cada performance, eles têm a oportunidade de crescer”. E completa: “O programa traz visibilidade ao cantor enquanto está no ar. E o caminho é ensaiar sempre, fazer três shows por semana e publicar na internet tudo o que está sendo feito. O resto é consequência”.
Ponto de vista
A ceilandense Ellen Oléria, ganhadora da primeira edição do reality, sugere prudência antes do resultado. “Quando ganhei, Ju Moraes e Liah Soares oscilavam como preferidas do público”, diz. A cantora confessa estar torcendo para Lucy. “O jogo só se define quando termina. A gente mostra nosso trabalho, mas é o público quem manipula os resultados da forma como quer até o último momento”. A cantora foi uma das escolhidas para se apresentar na final. “Fico muito feliz de voltar a esse palco, pois me faz relembrar minha passagem por ali, onde fiz amigos e tive momentos maravilhosos”.