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Viva

Com humor gorduroso

Arquivo Geral

26/01/2014 11h00

Dirigido por Jim Field Smith (do sofrível Ela É Demais para Mim), Butter não faz nenhuma questão de esconder o que é: uma sátira política sobre a competitividade maníaca dos norte-americanos e suas bizarrices. A trama gira em torno de uma ex-esposa troféu, interpretada pela convincente Jennifer Garner (De Repente 30), que não poupa esforços para ganhar uma estranha competição de esculturas feitas com manteiga em Iwoa, nos EUA.

O roteiro fica ainda mais insólito quando ficamos sabendo que a principal concorrente da protagonista é uma garotinha negra de dez anos, vivida por Yara Shahidi, que passou a vida sendo abandonada por inúmeros pais adotivos.

Na época em que o filme foi lançado nas telonas, chegaram a dizer que a comédia era uma descompromissada sátira às eleições primárias do Partido Democrata em 2008, quando Barack Obama e Hillary Clinton se enfrentaram. Especulações a parte, como contraponto da gananciosa e ultraconservadora Laura Pickler (uma Sarah Palin em potencial), Field Smith faz uso de dois elementos: o drama contido na história da menina órfã adotada por pais liberais e o humor grosseiro centralizado na impagável personagem de Olivia Wilde (Ano Um), que faz uma stripper que tem um caso com o marido da protagonista (Ty Burrell).

Apesar disso, o excesso de piadas e situações politicamente incorretas fazem o longa ser mais lembrado por sua excentricidade do que pela transgressão contida em todo bom filme indie que se preze feito naquele país. O filme apenas cumpre o que promete ao misturar humor negro, política e um pouco de dramalhão mexicano: fazer rir. Puro entretenimento. Não deixe de assistir às cenas deletadas mostradas nos créditos do filme.

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