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Viva

Com Dora Vergueiro, o samba pede passagem

Arquivo Geral

12/12/2013 9h25

Com uma pegada forte dos anos 1970, recheado de metais e suingue do samba moderno, a incansável Dora Vergueiro lança o quarto disco, que leva seu nome. Cantora, compositora e apresentadora, ela mostra que a música é uma parte importante de sua vida. “Ele é 60% autoral. Interpreto de forma despretensiosa as canções que me tocam o coração”, explica a cantora em entrevista ao Jornal de Brasília.

O álbum traz um pouco da verve romântica modernóide de Dora, mas sem deixar de lado músicas que homenageiam ilustres artistas que tiveram contribuição para sua formação musical, como a canção Ijexá, de Clara Nunes. Outra que foi incluída na compilação é Meu Drama, eternizada pela voz do mestre Cartola. “São grandes ídolos”, diz a artista, que garante ter feito toda a seleção do repertório de maneira intuitiva.

Novas parcerias também são celebradas. Toquinho presenteou a artista com uma melodia, que se transformou em Vento Leste. “Foi maravilhoso letrar uma canção dele”, elogia. O toque feminino ficou a cargo das parceiras Cris Dellano, em Tanta Água; e Izabella Rocha (ex-Natiruts), que compôs Quero Te Encantar. “São duas amigas e profissionais que admiro muito”, derrete-se Vergueiro.

 

Filha de peixe

Influenciada pelo pai (o músico Carlinhos Vergueiro), Dora canta profissionalmente desde os 15 anos, mas nunca deixou suas outras paixões de lado. Na TV, por exemplo, foi apresentadora por dez anos. Há sete, ela se aventura no rádio.

“Acho que fui escolhida. Tive o privilégio de participar de projetos ao lado de muita gente boa. A música está sempre me proporcionando coisas boas, me mostrando caminhos”, diz. Sobre o pai, ela diz que “a parceria é mágica, parece uma coisa só”. “Temos algo muito especial”, ressalta.

Para o futuro, é concisa. “Estou sempre em movimento. Buscando, sonhando. Como dizia Gandhi, o verdadeiro amor é aqui e agora”, filosofa.

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