Com o objetivo de divulgar a música sinfônica de uma maneira popular e acessível, a Orquestra Filarmônica de Brasília — juntamente com a Associação dos Amigos das Artes de Brasília (Amabra) — desenvolve, desde 2010, o projeto Popularizando a Sinfonia.
Para tal, a iniciativa inclui músicas da cultura brasileira no repertório da orquestra, que já realizou apresentações com grupos de samba e até capoeira. Além das recentes parcerias com cantores renomados da música brasileira, como Guilherme Arantes, Ivan Lins e Oswaldo Montenegro.
Segundo o idealizador Doner Cavalcante, a ideia é mostrar que a música e cultura brasileira se encaixam perfeitamente nas apresentações da orquestra. “É uma troca muito positiva. Já tivemos a participação de grupos de dança e artistas plásticos que pintavam suas impressões do espetáculo no decorrer da apresentação”, explica Doner, que também é violinista da Orquestra Filarmônica.
Viva Arte Viva
Outro objetivo da iniciativa é arrecadar recursos para financiar projetos alternativos mantidos pela Amabra, como o Viva Arte Viva, que oferece oficinas permanentes de dança, música e teatro.
A professora de balé e coordenadora do projeto, Beth Lissa, explica que qualquer criança do Distrito Federal e região metropolitana pode participar. “As oficinas são em formato de aula, voltadas para crianças e adolescentes entre 7 e 18 anos”, explica. “As aulas são ministradas no Teatro Nacional. Mas também acontecem em outros lugares da capital, como é o caso da oficina de teatro que funciona na zona rural do Setor Altiplano”, conta Beth.
De graça
Segundo a bailarina, as aulas são gratuitas, mas ela faz questão de ressaltar que faltam professores voluntários. “A maioria é remunerada. A gente faz o que pode para conseguir manter as oficinas”, diz.
A estudante Manuela Tomaz Körössy, de 11 anos, pratica balé desde os cinco, e já participa do projeto há quatro. “O balé é minha vida. Largaria qualquer coisa pela dança. E foi aqui que apostaram em mim pela primeira vez. Sou muito grata ao projeto”, garante Manuela.
Sem incentivo ou bilheteria
Além do Viva Arte Viva, a Amabra ainda mantém o grupo Humus de Teatro. O coordenador do Popularizando a Sinfonia, Doner Cavalcante, conta que é difícil arrecadar recursos para financiar a iniciativa. “Apesar de termos contado com a participação de artistas importantes, não conseguimos uma boa bilheteria nos últimos shows e ainda continuamos no vermelho”, lamenta o violinista.
Doner deposita suas esperanças no financiamento da própria comunidade brasiliense, por meio da lei Rouanet de incentivo à cultura. A norma prevê que toda pessoa física e jurídica que ajude com doações tenha direito a abatimento de 6% e 4%, respectivamente, no Imposto de Renda anual. “Se conseguíssemos pelo menos 300 doadores, já faria uma grande diferença. Poderíamos fazer muito com muito pouco”, finaliza Doner.
Doações
Para ajudar os diversos projetos da Orquestra Filarmônica de Brasília, as doações podem ser feitas para a agência 3475-4, do Banco do Brasil. Conta Corrente: 27.239-6.
Para mais informações, entre em contato por e-mail, ofbbsb@gmail.com, ou pelo número 9181-3999.