Clarice Falcão nasceu no dia 23 de outubro de 1989. Filha de João Falcão e Adriana Falcão, Clarice cresceu nas coxias dos espetáculos do pai e no meio de palavras e mais palavras dos escritos da mãe. Aos 13 anos, subiu aos palcos pela primeira vez no espetáculo musical “A ver estrelas””, escrito e dirigido por seu pai que já enxergava uma atriz e uma cantora na menina.
De lá para cá, Clarice não consegue decidir se quer ser atriz, roteirista, dramaturga, comediante, cantora ou compositora. Tornou-se uma espécie de artista multimídia como consequência dessa enorme indecisão.
Mas a cantora e compositora continuam não lhe dando trégua. Clarice começou a postar vídeos onde interpreta suas próprias canções em 2011. Hoje, tem no ar 13 vídeos, com 9 músicas de sua autoria, que somam mais de 16 milhões de visualizações. E como todas as carreiras de Clarice praticamente nasceram e se criaram na internet, foi na internet que Clarice lançou seu primeiro CD – Monomania. A decisão de lançar o CD virtual no lugar do clássico CD físico, bancado por alguma gravadora, mostram que a indecisa atriz, roteirista, cantora, compositora e comediante não é tão indecisa assim. Monomania virou show e está em turnée pelo Brasil. O CD não está à venda nas melhores lojas do ramo, mas no ITunes.
Existe graça no sofrimento de Clarice Falcão. Contrariando a lógica de que um típico disco de amor (ou que se ausenta dele) deve vir acompanhado pelo drama confesso e o mais profundo sofrimento, a cantora e compositora pernambucana fazem do primeiro registro em estúdio um jogo adorável de antíteses e contradições amorosas. Versos que se acomodam de forma descompromissada nos vocais agridoces da cantora. Fazendo jus ao título da obra, Monomania, a cantora discute da primeira até a última faixa a estranha liberdade de quem conseguiu se ver livre de um ex-amor ao mesmo tempo em que regressa instantaneamente a ele. Paranóias modernas com um toque leve de bom humor.