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Cinema

Vencedor do Festival de Cinema aprofunda o amor e o luto

Longa vencedor de melhor filme destacou Conceição Evaristo e Norberto Novais Oliveira, que interpretam um casal ao longo da vida

Redação Jornal de Brasília

21/09/2026 14h56

premiação festival de brasilia

Todos os premiados na 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Foto: João Pedro Carvalho / Agência Ceub

Redação Jornal de Brasília/Agência UniCeub

Após nove dias de exibições e consagrações, o 59° Festival de Brasília do Cinema Basileiro chegou ao seu fim em uma cerimônia de premiação marcada por manifestações culturais e políticas. 

Desta vez, os dois grandes premiados foram os filmes “Se Eu Fosse Vivo… Vivia” (2026), de André Novais Oliveira, e “Cana” (2026), de Daniel Rone e Guilherme Xavier Ribeiro, nas categorias de melhor longa e melhor curta-metragem, respectivamente.

O primeiro, que está sob o renome da produtora audiovisual mineira Filmes de Plástico, solidifica André Novais como bicampeão do prêmio Candango de melhor longa. O diretor já havia recebido a honraria por Temporada, na edição de 2018 do festival.

Além da premiação principal, Se Eu Fosse Vivo… Vivia também conquistou os troféus de melhor roteiro, figurino e menção honrosa aos atores Conceição Evaristo (sim, a escritora) e Norberto Novais Oliveira, pai do diretor.

Atores estes que protagonizam o longa e interpretam um casal apaixonado, com uma relação que perdura de suas juventudes à idade avançada. Os dois foram recebidos por uma salva de aplausos admirados por parte do público do encerramento, que contava com as equipes das produções apresentadas e amantes de cinema.

Ao receber os prêmios, André Novais assumiu uma postura de modéstia. Dedicou a estátua de melhor roteiro ao seu pai e descreveu sua obra de forma singela ao ser condecorado com a maior honraria da noite.

“Eu sei que não é o filme mais arriscado que existe, mas tem um certo risco, e eu acho que essa coisa de arriscar, que eu aprendi com todo mundo da Filmes de Plástico, é algo libertador”, disse, durantes os agradecimentos à equipe de produção e elenco.

E realmente, em meio a uma edição do Festival de Brasília marcada por filmes experimentais e provocadores, Se Eu Fosse Vivo… Vivia parece até uma produção simplória. 

No entanto, como foi bem destacado pelo júri, a ressignificação do luto, por meio de atuações naturalistas e elementos de ficção científica e fantasia, destaca o longa em meio ao restante das obras exibidas, dando uma outra dimensão ao cinema contemporâneo.

Elenco do Melhor Longa-Metragem Se Eu Fosse Vivo… Vivia. Foto: João Pedro Carvalho / Agência Ceub

Também foram destaques na mostra competitiva de longas metragem os filmes Pequenas Tragédias, de Daniel Nolasco, que venceu melhor montagem, trilha sonora, ator e direção, e Privadas de suas vidas, de Juliana Lobo, com melhor direção de arte e atrizes principal e coadjuvante. 

No entanto, o documentário Tudo é Tempo, de Marcos Guttmann, se destacou para o público e subverteu as expectativas de vitória apesar do gênero finalístico, que é pouco consagrado em festivais de cinema. O azarão levou o prêmio especial do júri e melhor longa pelos votos populares.

Curtos mas densos

Em uma disputa diversa que reuniu filmes semi-documentais e animações, o prêmio de melhor curta-metragem ficou para Cana. O road movie que acompanha dois jovens negos e periféricos também levou os prêmios de melhor ator e melhor trilha sonora.

O favorito do público, no entanto, foi a animação Lagoa do Abandono, de Diego Maia, que venceu pelo júri popular. Também se destacou a animação Fundura, de Catapreta, que ganhou as categorias de melhor direção, direção de arte e edição de som. 

Também com três prêmios, o filme semi-documental Futuro Decadence, de Leviathan, mostrou a cultura drag alagoana no festival, levando melhor atriz, figurino e montagem.

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