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Cinema

“Tempo à Faca” mistura vingança e poesia em road movie surrealista dirigido por Diogo Oliveira

O longa, com roteiro assinado ao lado de Ruy Guerra, faz sua estreia mundial nesta terça-feira (15) na Mostra Caleidoscópio do Festival de Brasília

Tamires Rodrigues

15/09/2026 5h07

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Agatha Moreira. — Foto: Divulgação

O longa-metragem de ficção Tempo à Faca faz sua estreia mundial nesta terça-feira (15) na 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, dentro da Mostra Caleidoscópio – Júri Internacional. Dirigido por Diogo Oliveira, o filme tem roteiro escrito a quatro mãos com Ruy Guerra e reúne no elenco nomes como Agatha Moreira, Julio Adrião, Irandhir Santos, Luiz Carlos Vasconcelos e Everaldo Pontes. 

A sessão está marcada para às 15h, no Cine Brasília – Sala Vladimir Carvalho. Além de Diogo Oliveira, confirmaram presença na exibição o ator Julio Adrião, os responsáveis pela trilha sonora André Machado III e Karis Tucker, a produtora Vânia Lima e a distribuidora Daniela Gouveia Menegotto.

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Julio Adrião. — Foto: Divulgação

O roteiro de Tempo à Faca foi concebido há mais de 16 anos, mas ganhou nova forma quando Diogo Oliveira assumiu a direção do projeto. “Ao iniciar as filmagens, assumi a direção e tive total liberdade criativa para realizar as alterações que considerei necessárias. O projeto passou por transformações significativas: novos personagens foram incorporados e houve mudanças de gênero, como no caso do neto, que transformei em neta. Acreditei que a narrativa exigia uma força feminina para ganhar o contorno que lhe faltava”, disse o diretor ao Jornal de Brasília.

A trama acompanha jornadas paralelas movidas por um desejo de vingança e pela necessidade de cumprir destinos. “A trama de Sobral e Deodato retrata jornadas paralelas movidas por um desejo de vingança e pela necessidade de cumprir seus destinos. Em momentos cruciais, esses caminhos se cruzam de maneiras distintas, tanto do ponto de vista poético quanto dramatúrgico”, afirma Diogo Oliveira.

Entre o surrealismo e a delicadeza na direção

Segundo o diretor, o filme se afasta do realismo convencional em busca de uma linguagem mais poética. “Tempo à Faca é uma obra de viés surrealista que busca, a todo momento, romper com a lógica de causa e efeito e com o realismo convencional, distanciando-se da prosa para aproximar-se da poesia”, conta.

A intensidade de algumas cenas também exigiu um cuidado especial na condução do elenco. “Devido à natureza intensa e, por vezes, cruel de algumas cenas, busquei conduzir o elenco com extrema delicadeza. A sensibilidade é, para mim, a única forma possível de estabelecer uma relação com a equipe”, comenta o diretor.

Depois de passar pelo Festival do Rio, a produção chega a Brasília em um momento que Diogo Oliveira descreve como especialmente significativo. “Estrear no Festival de Brasília, logo após a passagem pelo Festival do Rio, é extremamente gratificante. O Festival de Brasília possui uma relevância histórica fundamental; portanto, exibir o filme no Cine Brasília é uma experiência emocionante. Somado a isso, retornar ao Rio de Janeiro, cidade onde cresci e onde me formei como cineasta, consolida um início ideal para a trajetória deste filme, que espero que seja longa e significativa”, finaliza.

Serviço
Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
Mostra Caleidoscópio
Sessão: 15/09/2026, às 15h
Local: Cine Brasília – Sala Vladimir Carvalho
Endereço: EQS 106/107, Asa Sul, Brasília-DF
Debate com a equipe: 17h, no auditório Mulheres do Bando

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