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Cinema

Do terror ao documental, filmes nacionais premiados no festival abordam luto e identidade de gênero

Obra catártica vencedora de três premios no Festival demonstra vitalidade do cinema brasileiro e a importância de espaços dedicados à celebração do audiovisual

Redação Jornal de Brasília

21/09/2026 18h01

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Foto: Reprodução

Redação Jornal de Brasília/Agência UniCeub
Por Júlia Westrup e Yasmin Fernandes

O longa metragem “Privadas de Suas Vidas”, dirigido por Gustavo Vinagre e Gurcius Gewdner, vencedor de três premios no Festival de Cinema de Brasília mistura comédia e terror. No entanto, toca em temas sérios e reais.

Ambientado no centro de São Paulo, o filme traz a atriz Martha Nowill como a protagonista Malu, além de nomes como Maria Gladys, Otávio Muller e Olívia Torres.

A trama sobre privadas assassinas serve de pano de fundo para uma intensa jornada de luto. Malu tenta lidar com a trágica morte do filho, ao mesmo tempo que enfrenta dificuldades para aceitar a identidade de gênero de sua filha jovem e não binária. Todo o peso emocional e a repressão dos sentimentos culminam em um desfecho gráfico que traduz a libertação visceral da protagonista.

A obra ganha ainda mais força com momentos de alívio cômico, especialmente na atuação de Olívia Torres como Katka, uma americana que diverte o público ao explicar que trocou lugares de boas vibrações pela energia pesada do centro paulistano.

É uma obra catártica que demonstra a vitalidade do cinema brasileiro e a importância de espaços dedicados à celebração do audiovisual.

A multiplicidade de vozes e expressões artísticas apresentada no dia 16 garantiu o caráter plural que marca o festival deste ano. O contraste entre as obras enriqueceu a experiência coletiva e evidenciou a força e a diversidade do cinema brasileiro.

Curta

Na mesma noite, a tela foi ocupada pelo curta semi-documental “Futuro Decadence”, também vencedor de três prêmio, com direção de Leviathan.

A produção alagoana faz uma viagem no tempo até Maceió na década de 1990 para celebrar a cena trans local e a histórica festa que dá nome ao filme, mostrando como a resistência e a identidade ganhavam forma nas roupas, nos cabelos e no comportamento.

Supervisão de Luiz Claudio Ferreira

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