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Cinema

Cineastas pedem mais salas de exibição para filmes nacionais e regulamentação de profissões

Em debate sobre como fortalecer o mercado audiovisual brasileiro, cineastas discutiram sobre não haver indústria sem audiência. O debate procurou tratar de como as eleições de 2026 podem chegar ao cinema e a importância da cultura neste período

Redação Jornal de Brasília

21/09/2026 16h53

palestrantes festival de cinema de brasilia

Palestrantes da mesa sobre indústria e audiovisual. Foto: Isabela Gullane

Redação Jornal de Brasília/Agência UniCeub
Por Isabella Gullane e Maria Eduarda Barros

Os cineastas Tata Amaral, Nilson Rodriogues e Anna Muylaert que estiveram na semana passada no Festival de Cinema de Brasília, criticaram a falta de espaços para exibição de filmes nacionais.

Tata Amaral também reiterou a necessidade de mais pesquisas na área para compreender melhor os cenários, quem é o público? Como crescer enquanto audiência? Onde nós queremos chegar?

O produtor cultural Nilson Rodrigues afirmou que são produzidos filmes nacionais para manter a cota de tela, porém, o acesso a exibição desses filmes se torna uma dificuldade.

Para ele, a falta de estratégia para a projeção dessas obras deixa uma lacuna para que o público acesse filmes e curtas que façam parte da nossa cultura e trazem temas importantes que os filmes de ficção de fora não costumam abordar.

Regulamentação

Outra participante da mesa foi a diretora Anna Muylaert, que abordou a necessidade da regulamentação da profissão, ou seja, dar o espaço para cineastas de carreira. Mas deixando bem claro a importância das políticas públicas de inclusão.

Outro assunto discutido foi a adesão das pessoas aos serviços de streamings e a falta de regulamentação para eles. Rodrigo Siqueira apresentou em seu discurso que a falta da intervenção do estado nas regulamentações das plataformas de streaming acarreta em uma maior “invasão” de produções estrangeiras na nossa cultura.

“É uma dominação completa do nosso mercado pelas gigantes estrangeiras.” afirma Rodrigo.

Em sua fala, ele analisou a progressão das produções brasileiras em relação a cotas de telas e alegou que a criação da Embrafilme auxiliou não só no financiamento das produções, mas também no financiamento das distribuições.“Não adianta fazer filme se não tem sala para mostrar. Não adianta ter sala para mostrar se não tem distribuição.” alega.

A palestra finalizou com um pequeno apontamento do ator Antônio Pitanga, que estava na plateia, e disse que a sociedade atual precisa de um coletivo em prol da cultura e das pessoas relacionadas ao audiovisual para que ocorram melhoras para todos.

Supervisão de Luiz Cláudio Ferreira

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