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Cinema

Atores mirins compartilham experiências em ‘Pequenas Criaturas’ na Mostra de Tiradentes

Sessão lotada do filme dirigido por Anne Pinheiro Guimarães reuniu famílias e destacou o impacto da atuação na infância.

Redação Jornal de Brasília

27/01/2026 12h58

atores

Foto: Leo Fontes/Universo Produções

A sessão de exibição do longa-metragem ‘Pequenas Criaturas’, dirigido por Anne Pinheiro Guimarães, lotou a praça da Mostra de Cinema de Tiradentes no domingo (25). Ambientado em Brasília nos anos 1980, o filme acompanha o drama familiar de uma mãe e seus dois filhos que chegam à capital sem saber se o pai retornará, explorando o olhar infantil em um período anterior às redes sociais.

No elenco, Carolina Dieckmann interpreta Helena, a mãe de André, vivido por Theo Medon, de 16 anos, e Dudu, interpretado por Lorenzo Mello, de 9 anos. Letícia Sabatella também participa do filme e esteve presente na mostra para divulgá-lo. Premiado como melhor filme no Festival do Rio, ‘Pequenas Criaturas’ segue para sua estreia internacional no Festival de Cinema de Gotemburgo, na Suécia, onde concorre ao Prêmio Ingmar Bergman.

Theo Medon, conhecido pela novela ‘As Aventuras de Poliana’ e com mais de 2 milhões de seguidores nas redes sociais, compartilhou com a Agência Brasil como o cinema ampliou sua visão sobre a atuação. ‘Eu me considero um ator. As redes sociais são consequência do trabalho. Tento usá-las para divulgar o que faço e espalhar cultura para a minha geração, porque muita gente não tem acesso a festivais e filmes’, disse. Atuando desde os 6 anos, ele destacou a imersão nos anos 1980, com direção de arte autêntica que transporta para aquela época, e a diferença na vivência juvenil sem celulares.

Para Theo, o filme representa um momento positivo para o cinema brasileiro no exterior. ‘Ir para Gotemburgo agora é levar a nossa Brasília, o nosso idioma, a nossa ginga. E mostrar que o cinema também é lugar para os jovens.’

Lorenzo Mello, em sua primeira experiência no cinema, descreveu a sessão como emocionante. ‘Foi muito emocionante me ver naquela tela gigante. Eu nunca imaginei que estaria ali’, contou. Após o filme, ele passou a assistir outras produções pensando nos bastidores.

As mães dos atores acompanharam de perto o evento. Rachel Wanderley, mãe de Lorenzo, afirmou que ‘Pequenas Criaturas’ foi a estreia do filho no cinema. ‘Nunca imaginei chegar onde estamos chegando. Não temos ninguém na família ligado à área e tudo isso é muito novo’, disse. Ela destacou que o filme, não sendo infantil, gerou conversas importantes em casa.

Simone Fernandes, mãe e empresária de Theo, enfatizou a necessidade de maior cuidado com talentos infantojuvenis no mercado brasileiro. ‘Trabalhar com criança exige responsabilidade, e isso assusta, mas o retorno artístico é enorme’, afirmou. Para ela, sessões gratuitas em praças, como a de Tiradentes, são fundamentais para formar público e democratizar o acesso ao cinema.

Com programação aberta e diversa, a Mostra de Tiradentes reforça seu papel na aproximação do cinema com o público. ‘Pequenas Criaturas’ deixa o evento mineiro não só com memórias afetivas de uma infância nos anos 1980, mas também impulsionando debates sobre o futuro dos jovens no audiovisual brasileiro, agora projetado internacionalmente.

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