Laura Quariguazy
cultura@jornaldebrasilia.com.br
Hoje e amanhã acontece em Ceilândia o Parada Rock 4. Com entrada franca, o evento cultural homenageia e comemora os 45 anos da cidade, celebrados no último domingo. Promovido pelo Parada Rock Underground (PRU), coletivo que administra o evento desde a primeira edição, o festival tem estrutura montada na Praça da Bíblia, localizada no P Norte. A programação conta com atrações musicais, esporte e lazer.
No Parada Rock 4 conta com apresentações de 16 bandas, todas de Ceilândia. Além das atrações musicais selecionadas pelos organizadores, o evento democrático abre espaço para a participação de artistas locais que queiram se apresentar no palco.
Não precisa ser música, já que teatro, dança e poesia, por exemplo, também são bem-vindos. As performances começam às 10h e terminam uma hora antes da programação dos shows.
Para todas as idades
Com o objetivo de ser uma ação social voltada para todas as idades, vão ocorrer atividades para os mais diversos tipos de público. Dentre as opções há campeonato de golzinho, volta ciclística, além de diversão para as crianças (pula-pula, piscina de bolinha, amarelinha, entre outros).
O baterista Ney Correa, da banda Baratas de Chernobyl, atração de hoje, diz que a cidade é celeiro de muitas manifestações artísticas. “É a segunda vez que vamos nos apresentar e queremos agradar o público. O Parada Rock é um evento muito bem-visto, bem-frequentado, onde se incentiva teatro, dança e arte. Há espaço para tudo”, ressalta o músico.
A Diferencial Zero também sobe hoje ao palco. Seu guitarrista, Alexandre Magno, aproveita para criticar a falta de espaço para o rock, não só em Ceilândia, mas em todo o DF. “O som autoral tem dificuldade pra se consolidar. O Parada Rock quer, justamente, abrir espaço para o som autoral da cidade”.
Além disso, ele ressalta que o rock é um movimento de resistência, que luta contra a falta de oportunidade. “O festival é democrático e aberto, abrindo espaço para bandas novas mostrarem seu trabalho. Dentro de Ceilândia existe uma densidade cultural enorme, principalmente das culturas nordestinas. Muitos aqui são filhos de nordestinos, um povo que se manifesta pelo som e pela cultura, e isso precisa ser valorizado”, completa.
Mais informações no site www.paradarock.com.br.
Cultura local valorizada
O evento tem o objetivo de promover a sociabilidade entre os moradores, além de conscientizar sobre a importância de valorizar a produção cultural no P Norte e expansão do Setor O.
O Parada Rock divulga o projeto de bandas locais e estimula a população a consumir música de bandas independentes. Além da questão cultural, serão abordados no evento assuntos de cidadania que englobam a preservação das praças públicas e do patrimônio, bem como do meio ambiente (fauna e flora local). Os temas serão abordados por meio de especialistas, artes gráficas e atrações musicais.
Projeto independente, o Parada Rock foi criado no ano de 2014. Na primeira edição, 12 bandas se apresentaram, com público estimado entre 300 e 400 pessoas. A expectativa para o evento de hoje é grande, já que na última edição, a plateia aumentou consideravelmente: entre mil e 1,5 mil pessoas.
Saiba mais
Hoje, o som começa às 16h, com Coloonia, seguida de Duex, Zumbido, Umbraum, Conexão Bau, Diferencial Zero, Baratas de Chernobyl e Terror Revolucionário.
Amanhã, a partir das 15h, tocam Bluescificação, Penúria Zero, Tertúlia na Lua, Barbarella, Duplo Destino, Vozes da Anarquia, O Dia D 21h e Escolta.