Menu
Viva

Cartas de Rodez é o espetáculo de março do Projeto EnCena

Arquivo Geral

25/02/2014 15h29

O Teatro Oi Brasília (Complexo Golden Tulip Brasília Alvorada, SHTN Trecho 1, vizinho ao Palácio da Alvorada) e o Ministério da Cultura dão prosseguimento ao Projeto EnCena. Após o sucesso dos espetáculos ADUBO ou a Sutil Arte de Escoar pelo Ralo (janeiro) e A Descoberta das Américas (fevereiro), a terceira atração da temporada é Cartas de Rodez, com o ator e diretor francês radicado no Rio de Janeiro, Stéphane Brodt, e direção de Ana Teixeira, em cartaz dia 22 de março (sábado), às 21h.

Os ingressos, custam R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia), e estão à venda na bilheteria do teatro (de terça-feira a sábado, das 13h às 19h.

Mais informações:

Telefone: (61) 3424-7121

Site: www.teatrooibrasilia.com.br ou na loja da Oi (Shopping Iguatemi). 

Classificação indicativa: 14 anos

Os seis espetáculos teatrais do EnCena, que serão realizados até o mês de maio (ver calendário em seguida), têm patrocínio dos Correios, GRUPO BB E MAPFRE e BHG com apoio do Bar do Alemão e do Royal Tulip Hotel.

Calendário Projeto EnCena

22 de março – Cartas de Rodez (com a Cia. Amok Teatro-RJ)

12 de abril – Eu vi o sol brilhar em toda a sua glória (direção: João Paulo Lorenzon-SP)

26 de abril – Alma de Peixe (Teatro para Bebês-DF)

17 de maio – A Arte de Dizer Palavrão (direção: Alexandre Ribondi-DF)

Saiba mais sobre o espetáculo:

O ator, poeta e dramaturgo francês Antonin Artaud é o autor de um dos mais importantes livros sobre teatro do Século XX, O teatro e seu duplo. Em 1937, no auge de seu envolvimento com o que acreditava serem “forças mágicas”, Artaud foi internado como louco. Maltratado em diversos manicômios, ele foi transferido, após seis anos, para o asilo de Rodez, região francesa não atingida pela ocupação alemã na Segunda Guerra. Lá, ele permaneceu de 1943 a 1946 e estabeleceu intensa correspondência com o Dr. Ferdière, médico responsável do estabelecimento. Uma relação ambígua, de afrontamento entre dois mundos em oposição: o da medicina e da razão social e o do poeta, cuja razão ultrapassa a lógica do “homem saudável”. O espetáculo Cartas de Rodez  é justamente uma seleção dessas cartas, um diálogo desesperado de Artaud com seu médico e, através dele, com toda a sociedade. 

Cartas de Rodez não procura imitar Artaud, nem se separar completamente dele. Trata-se de uma transposição para a cena do poeta e de sua situação. A construção do espetáculo estabelece um diálogo teatral entre Artaud (1896-1948) e Etienne Decroux (1898-1991), dois homens pertencentes à mesma geração do teatro, que romperam com seus predecessores e fundaram o trabalho do ator sobre uma ciência precisa e rigorosa do corpo. O objetivo é confrontar suas pesquisas, suas visões, imaginar o ator como um hieróglifo animado, desenhando o espaço com seus gestos e golpeando forte o ar com o sopro.

A ideia de montar esse monólogo surgiu quanto o ator francês, radicado no Rio de Janeiro, Stéphane Brodt (ex-integrante da Cia. Théâtre du Soleil) e a diretora brasileira Ana Teixeira (que foi da Cia. Théâtre de L´ânge Fou) descobriram as cartas de Artaud. “Ficamos impressionados com a força desses escritos. Nas cartas encontramos não só o grande homem de teatro e poeta genial, mas uma pessoa em terrível estado de sofrimento. Encontramos Artaud sob outro aspecto, nos falando de sua dor, através de uma escola mais íntima e espontânea”, lembra Ana.

O espetáculo estreou em 1998 no Instituto Philipe Pinel, no Rio de Janeiro, e recebeu o Prêmio Shell de Teatro de “Melhor direção” para Ana Teixeira e de “Melhor ator” para Stéphane Brodt. O espetáculo recebeu também o prêmio Mambembe de “Melhor espetáculo”, além da indicação de melhor direção para Ana Teixeira.

O que a crítica falou…

“Cartaz de Rodez é um espetáculo emocionalmente e excepcionalmente cuidado. Stéphane Brodt tem uma atuação brilhante, de grande controle corporal para reproduzir os movimentos duros e já tolhidos pelo confinamento constante. É teatro no que ele faz de melhor: por intermediário de uma rica experiência estética, nos ensina (latu sensu) um pouco mais a respeito de comportamentos humanos e conduz à reflexão” (Bárbara Heliodora, O Globo)

“A montagem é irretocável. Brodt possui grandes recursos corporais e vocais e os utiliza em favor de uma atuação impressionante” (Débora Ghivelder, Revista Veja)

“A dualidade é interpretada a fundo por Brodt, em um impecável trabalho em que o físico e o gestual foram medidos com exatidão, sem exageros, apoiados no domínio da voz, além dos delírios de Artaud” (Graciela Pedroza, La Voz Del Interior, Argentina.

“Ana Teixeira realiza um trabalho simplesmente notável. (…) Tudo se passa num universo que procura conferir significado ao mais simples movimento, como se este pudesse traduzir um pensamento e não apenas complementar (ou ilustrar) uma ideia expressa em palavras. Quanto a Stéphane Brodt, o público tem a rara oportunidade de ver em cena um ator, na plena acepção do termo. Possuidor de vastíssimos recursos, tanto vocais como corporais, Brodt os utiliza não como veículos para mera exibição de virtuosismo, mas sempre buscando materializar os conteúdos propostos. E se a isto somarmos uma impressionante capacidade de entrega, o resultado só poderia ser uma atuação que o espectador jamais esquecerá. Simplesmente imperdível.” (Lionel Ficher, Tribuna da Imprensa)

“Em Cartas de Rodez, Stéphane Brodt apresenta algo que falta ao ator brasileiro: a precisão técnica extremada” (Luis Melo, Revista Bravo)

“Cartas de Rodez oscila em loucura e sanidade de Artaud” (Cláudia Gurfinkel, Folha de S.Paulo)

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado