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Viva

Brasilienses aficionados por HQs têm várias opções para ler e reler obras clássicas da infância

Arquivo Geral

13/04/2016 7h00

Raquel Ribeiro Martins

raquel.martins@jornaldebrasilia.com.br

Quantas pessoas tiveram o gosto pela literatura despertado por meio das histórias contadas por Maurício de Sousa? Ou quem nunca se inspirou em um super-herói da Marvel? Dos diálogos “puros” da primeira infância às histórias picantes de alguns mangás, essas obras literárias  despertam em muitos o interesse pela leitura. E não são só os pequenos que curtem.  Ser um aficionado por gibi independe de idade ou classe social. Em Brasília, a procura por essas lúdicas obras é representativa.  Mas, para a tristeza dos fãs dos nostálgicos gibis, um dos principais espaços da cidade – a gibiteca do Espaço Cultural Renato Russo  – permanece fechado.

O Viva, no entanto, listou alguns espaços para os ávidos por histórias em  quadrinhos, como os clássicos da Turma da Mônica, dentre outros, matarem a carência. É só chegar e pegar. Ou pegar emprestado e levar para casa.

Não é de hoje que a gibiteca do Espaço Cultural Renato Russo está inacessível. Ao todo, cerca de cinco mil exemplares continuam guardados. O motivo é a espera do início da reforma do espaço, promessa feita em janeiro de 2014 pelo antigo governo. De acordo com a assessoria da Secretaria de Cultura do Distrito Federal (Secult-DF), a previsão é de que as obras de revitalização comecem no próximo semestre.

Descaso

Enquanto isso, os órfãos de gibis reclamam. “Eu aprendi a ler com a Turma da Mônica. É uma pena que as autoridades não vejam as gibitecas como algo importante para a população”, pontua o estudante Vitor Silva. Para o jovem de 18 anos, as histórias em quadrinhos representam o primeiro contato da maioria das pessoas com a literatura. “Ninguém se apaixona por leitura aos 13 anos lendo José de Alencar ou Machado de Assis”, acredita.

A coordenadora da Biblioteca Pública de Ceilândia Carlos Drummond de Andrade, Jaqueline Soares, confirma que os gibis são mesmo os principais exemplares procurados pelos que estão formando o hábito de ler. “Muitos chegam tímidos, mas logo se fascinam pelo mundo dinâmico e recreativo, sem contar os diálogos que as HQs propõem”, ressalta.

A biblioteca de Ceilândia conta com cerca de quatro mil quadrinhos e é mantida por doações.

Meninas também são fãs

Apesar da falta de espaço, há lugares para aqueles que tentam suprir a carência dos aficionados. Um exemplo disso é a Biblioteca do Instituto Cervantes (707/907 Sul), que possui uma minigibiteca com um acervo de quase 50 revistas em  quadrinhos.

A seção contém algumas pérolas  argentinas. Entre elas, obras de Quino, Maitena, Liniers, Fontanarrosa e Osterheld. Há também HQs espanhóis como o elogiadíssimo Blacksad, de Juan Díaz Canales e Juanjo Guarnido.

Ação, aventura, fantasia, drama, comédia ou romance. As diversas possibilidades de temas que podem ser tratados por meio dos gibis também chamam à atenção das mulheres.

O mangá Naruto, por exemplo, é o preferido de Dayane Loyane, de 20 anos. “Minha mãe assinava quando eu era menor. Acabei viciando e gosto muito”, afirma a estudante, que frequenta diariamente a Biblioteca de Ceilândia. 

Já Rebeca Elen,  também de 20 anos, tem um apreço especial pelos super-heróis. “Apesar de ler menos, já que tenho que revezar com livros da faculdade, procuro por quadrinhos sempre que quero relaxar a mente, dar  risadas e me divertir “, conta a estudante.

Saiba mais

 

Outra iniciativa para angariar novos títulos é a feira virtual Troca-Livros.com. O projeto que chega a sua sétima edição convida leitores a desapegarem de algumas obras e se aventurarem em outros livros. “Essa foi uma ideia para movimentar o nosso estoque. Recebemos alguns livros repetidos e passamos para a frente. Com a troca, todos ganham”, ressalta a coordenadora Jaqueline Soares.

Onde ler gibis na capital

Gibiteca da Biblioteca Pública de Ceilândia –   Na QNN 13 (Ceilândia). Informações: 3372-3150. De segunda a sexta, das 7h30 às 19h. Sábado, das 7h30 às 12h.

Minigibiteca da Biblioteca do Instituto Cervantes  Na 707/907 Sul. Informações: 3242-0603. De segunda e terça, das 11h às 20h30; quarta e quinta, das 9h às 20h30; sexta, das 9h às 18h; e sábado, das 9h às 14h.

Biblioteca Pública de Taguatinga – Na CNB 1. Informações: 3351-3134. Não há gibiteca, mas existe uma sessão de gibis disponíveis para leitura interna. De segunda a sexta, das 9h às 18h. 

Gibiteca do Sesc 504 Sul –   Informações: 3217-9101. De segunda a sexta, das 8h às 18h. 

Biblioteca Érico Veríssimo de Brazlândia –   Na Quadra 4 Área Especial. Informações: 3901-6625. Segunda, das 14h às 22h. De terça a sexta, das 8h às 22h.

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