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Brasiliense leva Janis ao Rio

Por Arquivo Geral 05/06/2017 6h30
Divulgação

Marina Cardozo
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Depois de passar pela capital federal, é no teatro intimista do Oi Futuro que a brasiliense Carol Fazu volta a representar Janis Joplin, desta vez no Rio. O musical que leva o nome da rainha do rock’n’roll não se propõe a ser um simples resumo biográfico, mas faz um recorte de dois extremos que se completam: a melancolia de sua vida pessoal e a energia que os palcos a proporcionavam. Tampouco Carol entrega ao público um cover da cantora homenageada. Com uma vasta cabeleira e o figurino colorido dos anos 1960, a atriz cria sua própria versão de Janis. Em poucos minutos o espectador já se permite cessar as comparações entre as duas.

O quinteto que a acompanha garante a atmosfera necessária para embarcar na viagem guiada pela intérprete ao longo dos 80 minutos de monólogo.

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O talento local já conquistou também a televisão, ao integrar o elenco das novelas da Rede Globo Insensato Coração, Escrito nas Estrelas e Viver a Vida, além de seriados como Cilada, A Grande Família e Tapas e Beijos.

No cinema, Carol Fazu trabalhou com os diretores Lula Buarque de Hollanda (O Vendedor de Passados), Breno Silveira (Gonzaga – De Pai para Filho) e Flávio Tambellini (Malu de Bicicleta).

No teatro, seus últimos espetáculos foram Mulheres de Caio, peça baseada em quatro histórias do escritor Caio Fernando Abreu, com direção de Delson Antunes; e Anônimas, com direção de Roberto Naar.

 

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“Não é sobre imitar, e sim sobre permitir os sentidos”, destaca Carol ao Jornal de Brasília. Segundo a atriz e idealizadora do projeto, toda a criação de Janis – tanto dela, como de Diogo Liberano na dramaturgia, de Sergio Módena na direção e de toda equipe artística –, está atenta à essência da compositora norte-americana. “Janis Joplin, a meu ver, é coração, alma, sentimentos. Eu fico pensando: ‘Como uma pessoa que cantava daquela forma sentia o mundo?’ Isso é o fundamental para mim”, declara.

No monólogo, as histórias são permeadas por 14 clássicos, entre eles Cry Baby, Little Girl Blue, Kozmic Blues, Maybe, Me and Bobby McGee, Piece of My Heart, Mover Over, Tell Mama e Try (Just a Little Bit Harder). O repertório reflete a rebeldia e o espírito contestador da roqueira.

Os amores não correspondidos e a solidão nas inúmeras voltas do bar para casa representam a Janis por trás dos palcos, sempre com a intensidade que embasa sua personalidade. A imersão nas drogas, por sua vez, é retratada com a mesma delicadeza da personagem, mas fica em segundo plano diante da brilhante carreira nos palcos. Janis morreu precocemente, aos 27 anos, em 1970, vítima de overdose.

Carol já respirava Janis muito antes de vivê-la no teatro. “Eu comecei a cantar por causa dela. Me and Bobby McGee era a música que eu cantava sempre nas canjas”, revela. O canto, inclusive, surgiu na carreira da brasiliense antes mesmo do teatro. E, agora, ela compartilha sua visão do ídolo. “Eu estudei música primeiramente. Com Janis, eu queria realizar um projeto que me fosse pessoal e singular. Talvez eu possa dizer que foi uma ideia mais sentida que pensada”, completa.

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Volta a Brasília
Antes de estudar teatro e cinema no Rio de Janeiro, Carol frequentou a Escola de Música de Brasília e aqui consolidou sua formação. Como cantora, apresentou-se em lugares icônicos da capital, como o Gate’s Pub, Botiquim Blues, Blues Pub, UK, Teatro dos Bancários e Teatro Nacional. Por enquanto, não há previsão de Carol voltar a interpretar Janis na sua cidade natal, mas a vontade existe. “Quero levar Janis para outras cidades, sim, e adoraria voltar a Brasília. A produção depende de condições estrutural e financeira para acontecer”, pondera.

Sem revelar os projetos futuros, Carol se concentra na personagem atual: “No momento, meu foco está em realizar uma linda temporada de Janis e que venham muitos frutos para atuar e para cantar – meu coração está aberto!”

O monólogo musical Janis fica em cartaz até 16 de julho no Oi Futuro (Rua Dois de Dezembro, 63 – Flamengo), de quinta a domingo às 20h. Ingressos a R$ 15 (meia-entrada). Não recomendado para menores de 18 anos.

A repórter viajou a convite da OI

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