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Viva

Brasiliense ganha os microfones

Arquivo Geral

18/11/2013 9h30

Chega aos cinemas, nesta sexta-feira, o filme Vazio Coração. Dirigida por Alberto Araújo, a película é protagonizada por Murilo Rosa. Na história, Hugo Kari, personagem de Murilo, é um renomado cantor brasileiro que faz uma pausa na sua agenda para resolver um antigo conflito afetivo com o pai, o embaixador Mário Menezes, vivido por Othon Bastos. Na última terça-feira, Murilo esteve em Brasília acompanhado do diretor do filme. Estavam presentes também a produtora Débora Torres, e Oscar Magrini, que interpreta o empresário do cantor na trama. Murilo, que fez questão de cantar ele mesmo as músicas do filme, conversou com o Jornal de Brasília.

 

Você assistiu ao filme na telona pela primeira vez na pré-estreia em Goiânia, na noite de segunda-feira. Como foi ver o resultado no cinema?

 

Foi surpreendente. Em primeiro lugar, nós recebemos cerca de 700 pessoas para essa pré-estreia. Estavam previstas duas salas e tivemos que abrir uma terceira para comportar todo mundo. E muita gente se emocionou. É um filme legal porque ele está na contramão do mercado. O cinema brasileiro no momento está explorando bastante a comédia, o que é ótimo. Mas Vazio Coração trata de um drama familiar, de drama humano. Isso é legal porque não o torna um filme comercial. Além disso, ele passa uma mensagem positiva porque o personagem, que é um cara apaixonado pela família, tem uma relação turbulenta com o pai. E em nenhum momento ele desiste de resgatar isso. Também pude captar muitas sutilezas que eu não tinha notado antes. A química entre eu e o Othon, por exemplo.

 

Como foi a sua preparação para o personagem? Você se inspirou em algum cantor sertanejo?

 

Por incrível que pareça, o personagem Hugo Kari não é um cantor sertanejo. O estilo musical dele não é considerado sertanejo no Goiás. Eu o vejo como uma mistura de Fábio Júnior e algum cantor sertanejo. Gosto de chamar o estilo de folk. Ele faz músicas românticas e com um apelo popular. Eu não me inspirei em ninguém. Procurei entender como o Hugo cantaria e como eu cantaria. Não me preocupei também em fazer malabarismos com a voz. Não tive aulas de canto. O que achei importante para o personagem foi conseguir colocar emoção na música, ou seja, cantar com sentimento. E para mim foi um desafio porque eu queria fazer ao vivo. E deu muito certo.

 

Existem algumas semelhanças entre você e o personagem. Uma delas é o fato de os dois serem brasilienses.

 

Sim. Os dois são nascidos em Brasília. São homens apaixonados pela família e que realmente se importam com essas relações familiares. Também temos em comum o fato de trabalharmos com a mídia. A diferença entre nós é relação com o pai. Eu, ao contrário do Hugo, sempre fui muito próximo do meu pai. Nós trabalhamos juntos, ele é meu empresário.

 

Você acabou se tornando coprodutor do filme. Como isso ocorreu?

 

O Alberto (Araújo, diretor) me convidou para fazer o filme e eu disse que faria com a condição de que eu participasse de todo o processo de produção e de que eu cantasse ao vivo. As letras das músicas foram escritas pelo Alberto, mas foi um processo bem coletivo. Tanto na produção das músicas, como no roteiro. As vezes a gente ia dando uma mexida, até que a coisa tomou forma. Mas foi muito gostoso poder participar de tudo, especialmente na produção das músicas.

 

Será lançada a trilha sonora do filme?

 

Sim. Ela já está disponível no iTunes e na próxima semana estará nas lojas.

 

O filme se passa em Araxá, Minas Gerais. Como foi filmar lá?

 

Araxá tem um cenário espetacular. O Grande Hotel Termas, onde o filme se passa, é fantástico. Ficou uma paisagem perfeita. Inclusive, o Alberto primeiro escolheu a locação para depois encaixar a história ali. Ele queria filmar algo naquele lugar e depois a história surgiu. Eu gosto muito de cidades interioranas, fora do eixo Rio-São Paulo porque as pessoas têm uma pureza muito bacana.

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