O samba pode até agonizar, mas não morre. O ritmo que dita a alegria de festejos por todo o País é o mote da segunda edição do festival Samba Brasília, que acontece hoje e domingo, a partir das 20h, no estacionamento do Estádio Nacional Mané Garrincha (Eixo Monumental).
Quem comanda a festa hoje são as bandas Sorriso Maroto, Turma do Pagode e Bom Gosto, além dos cantores Belo, Arlindo Cruz, Gustavo Lins e Buchecha. Amanhã, é a vez de dos cantores Thiaguinho, Péricles, Belo, Gustavo Lins, Mumuzinho, Arlindo Cruz; e os MCs Buchecha e Koringa.
Revelado na tv
O apelido vem do irmão mais velho, conhecido por Mumu. Figurinha conhecida na televisão, o jovem Mumuzinho traz sua alegria para o solo brasiliense no show de amanhã. No último mês, o cantor — que há três anos integra o elenco fixo do programa global Esquenta, ao lado da apresentadora Regina Casé — lançou seu CD e DVD Mumuzinho Ao Vivo, gravado em São Paulo.
Agradável coincidência
O trabalho, aliás, conta com a participação de várias atrações do Samba Brasília. O sambista Arlindo Cruz interpretou as faixas Caozeiro e Tá Frio lá Fora; Alexandre Pires cantou Chega, com Mumuzinho; e Péricles emprestou a voz para Antiga Escritura. “Foi maravilhoso, mas levou seis meses de preparação para gravar. Graças a Deus, consegui, de fato, com que as pessoas vissem meu trabalho. Chamei a galera que gosto para gravar e foi mais que especial. O DVD está incrível”, garante.
O cantor explica que as inspirações para compor vêm do dia a dia. “Tem dia que estou inspirado, louco para escrevo, mas também componho com a ajuda de amigos”. Mas, apesar de tantos amigos, ele confessa que ainda tem um sonho: “dividir os vocais com Thiaguinho”.
Liquidificador musical
Com uma média de 16 shows por mês, o grupo Sambô conseguiu arranjar uma brecha na agenda para se apresentar no Samba Brasília. O quinteto, conhecido por mesclar rock e samba, traz sua irreverência para agitar o público da capital amanhã.
As influências são as mais variadas, de Arlindo Cruz — que também marca presença no festival — a Stevie Wonder, de Lenine a U2, de Jamiroquai a Cartola. “O que fazemos é escolher músicas com as quais nos identificamos, seja rock, samba, baião ou pop”, explica o vocalista da banda, Daniel San.
No repertório, o eclético grupo reserva releituras de Sunday Bloody Sunday, do U2; Mercedes Benz, de Janis Joplin; e Smells Like Teen Spirit, da banda grunge Nirvana. “É tudo bem diversificado, mesmo porque, cada integrante tem sua escola musical e toca com o seu estilo próprio. A mistura surge de forma natural. Essa é a nossa essência”, completa Daniel San.